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O bitcoin se recuperou da queda brusca que sofreu no fim de fevereiro, e continua sua valorização recorde. Neste sábado (13), a criptomoeda atingiu US$ 60 mil – marcando um ganho de 1.000% nos últimos 12 meses.

No mês passado, a moeda virtual oscilou de modo que perdeu 8% de valor e chegou a US$ 46 mil. A retração fez com a criptomoeda perder US$ 100 bilhões em valor de mercado e atingindo o patamar de US$ 885,28 bilhões, segundo dados do CoinMarketCap. Com a valorização, o bitcoin possui agora uma capitalização de mercado de mais de US $ 1,1 trilhão.

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O crescimento foi impulsionada pelo otimismo dos investidores. O presidente norte-americano Joe Biden sancionou um projeto de lei de alívio da pandemia de Covid-19 de US$ 1,9 trilhão na sexta-feira (12), que levará à distribuição de cheques de estímulo de US $ 1.400 a milhões de americanos, alimentando as esperanças de que o boom do mercado continuará.

Elon Musk disputa com Jeff BEzos o título de homem mais rico do mundo
Elon Musk, CEO da Tesla, foi um dos motivos para a valorização da moeda nos últimos meses. Imagem: vasilis asvestas/Shutterstock

Nas últimas semanas, o bitcoin também se beneficiou de importantes endossos institucionais, como o investimento de US$ 1,5 bilhão feito pela Tesla. No entanto, outros investidores de alto perfil permanecem profundamente céticos em relação à criptomoeda. Warren Buffett chamou o bitcoin de “veneno de rato ao quadrado” e uma ilusão inútil – e alertou que todo negócio de criptomoedas teria “um fim ruim”.

Em entrevista ao The New York Times, Bill Gates disse não acreditar que as criptomoedas sejam de fato o futuro da economia, já que, segundo ele, suas transações consomem grandes quantidades de energia e podem causar “um grande problema climático”.

“O Bitcoin usa mais eletricidade por transação do que qualquer outro método conhecido pela humanidade”, declarou Gates. E a crítica tem base, um monitoramento recente mostrou que a mineração de bitcoins já consome mais energia que alguns países, como a nossa vizinha Argentina.

No entanto, Gates não foi 100% crítico às criptomoedas, e disse acreditar em seu caráter descentralizado. Porém, para ele, a natureza ambientalmente agressiva desanima, já que essas moedas tendem a ser as maiores emissoras de carbono do setor financeiro.

Via: Business Insider