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Na quinta-feira passada (11), o YouTube anunciou a remoção de 30 mil vídeos com fake news sobre as vacinas contra a Covid-19. Os conteúdos faziam alegações enganosas ou falsas sobre os imunizantes. Elena Hernandez, porta-voz da plataforma, afirma que, desde fevereiro de 2020, mais de 800 mil vídeos com informações perigosas ou enganosas sobre o novo coronavírus foram excluídos do serviço. 

Após ter sofrido uma série de acusações por parte dos usuários no início de 2020, o YouTube atualizou suas políticas em setembro do ano passado. No mês seguinte, a plataforma adicionou uma página para explicar como trata a desinformação.

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Segundo o serviço, suas ferramentas removem vídeos com fake news, destacam os que vêm de fontes confiáveis e reduzem a recomendação de material duvidoso ou com desinformação. Algumas das mentiras contadas nos vídeos são de que a vacina pode causar infertilidade, conter microchips e até levar à morte.

E as outras redes sociai

Quem nunca recebeu uma notícia falsa no grupo da família no WhatsApp? Em 2020, a plataforma tomou uma decisão que afeta diretamente o compartilhamento em massa de informação: uma mensagem que já tenha sido compartilhada cinco vezes só pode ser encaminhada para um contato ou grupo por vez. Assim, o aplicativo ajuda a dificultar a disseminação de fake news.

No início de fevereiro de 2021, o Facebook divulgou que posts com alegações falsas sobre a Covid-19 seriam apagados da plataforma. A mesma medida foi aplicada ao Instagram, outra ferramenta da empresa. A ideia é aplicar essa política e encerrar grupos, páginas e contas que propaguem fake news sobre o assunto.

Com o número crescente de mortos por Covid-19 no Brasil nos últimos dias e o registro de mais de 3 mil óbitos nesta quarta-feira (17) — em mais um triste recorde para o país —, é cada vez mais necessário ter informação de qualidade em circulação. Por isso, é imprescindível que as plataformas digitais tomem uma atitude quanto à disseminação de informações falsas e que os usuários aprendam a pesquisar sobre o que leem na internet. 

Fonte: Axios/G1/GQ/O Globo/Valor Econômico