Gotas de chuva podem ser a chave para identificar planetas habitáveis

Gotas de chuva caindo no chão
Gotas de chuva Créditos: Shutterstock

Não é de hoje que pesquisadores buscam lugares onde a vida humana possa continuar existindo fora da Terra e pode ser que este local seja completamente diferente do nosso planeta, exceto por um fenômeno natural: a chuva. Cientistas da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, acreditam que o tamanho das gostas de chuva podem ser cruciais para definir o futuro da humanidade em outo planeta.

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Em um artigo publicado recentemente, os pesquisadores apontaram que as gotas de chuva são notavelmente semelhantes em diferentes ambientes planetários, até em locais completamente distintos, como a Terra e Júpiter. Para os cientistas, entender o comportamento das gotas de chuva é um movimento essencial para identificar planetas potencialmente habitáveis, além de entender o clima desses lugares.

Gotas de chuva
Gotas de chuva podem ser a chave para identificar planetas habitáveis. Imagem: Pixabay

“O ciclo de vida das nuvens é realmente importante quando pensamos sobre a habitabilidade do planeta”, disse Kaitlyn Loftus, uma estudante de pós-graduação no Departamento de Ciências da Terra e Planetárias e principal autora do artigo. “Mas as nuvens e a precipitação são realmente complicadas e complexas para modelar completamente. Estamos procurando maneiras mais simples de entender como as nuvens evoluem, e o primeiro passo é se as gotículas das nuvens evaporam na atmosfera ou chegam à superfície como chuva”, completou.

A razão pela importância do tamanho da chuva é simples, é necessário saber se a gota de chuva atinge ou não a superfície do planeta, porque a água na atmosfera desempenha um papel importante no clima planetário. Se a gota de chuva for muito grande, a queda se quebrará devido à tensão superficial insuficiente, independentemente de ser água, metano ou ferro líquido superaquecido. Caso a gota seja muito pequena, ela não chegará a superfície do planeta por evaporar no percurso.

Foto da Kaitlyn Loftus, autora do estudo.
Kaitlyn Loftus, estudante de pós-graduação no Departamento de Ciências da Terra e Planetárias e principal autora do artigo.
Imagem: Divulgação/Harvard

“A humilde gota de chuva é um componente vital do ciclo de precipitação para todos os planetas”, disse Robin Wordsworth, Professor Associado de Ciência Ambiental e Engenharia da Escola de Engenharia e Ciências Aplicadas (SEAS) de Harvard John A. Paulson e autor sênior do artigo. “Se entendermos como as gotas de chuva individuais se comportam, podemos representar melhor a chuva em modelos climáticos complexos.”

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Os autores do artigo ainda identificaram uma zona Goldilocks, uma zona habitável, para o tamanho da gota de chuva com base em três propriedades: forma, velocidade de queda e velocidade de evaporação. A primeira e segunda propriedade estão interligadas, já que a velocidade de queda depende do formato da gota, e essa forma é feita principalmente pelo peso.

Já a terceira propriedade, a velocidade de evaporação, é mais complexa pois depende de alguns motivos, como composição atmosférica, pressão, temperatura, umidade relativa e outros fatores. Levando essas propriedades em consideração, os pesquisadores descobriram uma ampla gama de condições planetárias.

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Wordsworth afirmou que as gotas de chuva e nuvens em diversos ambientes são fundamentais para compreender a habitabilidade dos exoplanetas. “A longo prazo, eles também podem nos ajudar a obter uma compreensão mais profunda do clima da própria Terra”, completou o pesquisador.

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Matheus Barros
Matheus Barros

Formado em Jornalismo pela FIAM FAAM, Matheus Barros iniciou seu trabalho em redação jornalística no portal da RedeTV! e hoje atua como repórter de Internet e Redes Sociais do Olhar Digital.

André Lucena
André Lucena

Pai de três filhos, André Lucena é o Editor-Chefe do Olhar Digital. Formado em Jornalismo e Pós-Graduado em Jornalismo Esportivo e Negócios do Esporte, ele adora jogar futebol nas horas vagas.

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