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Uma pesquisa feita nos Estados Unidos revelou que a maior parte das crianças com síndrome inflamatória multissistêmica associada ao coronavírus tiveram infecções por Covid-19 leves ou assintomáticas.

De acordo com a AP, o sintoma ocorre após a recuperação da doença e não é comum. No entanto, a tendência é de que jovens que tiveram sintomas da Covid-19 mais fortes não desenvolvam, ou tenham uma versão mais branda do sintoma.

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A relação entre a síndrome inflamatória multissistêmica e a Covid-19 já é estudada há algum tempo, mas a nova pesquisa reforça que a condição é uma resposta imunológica retardada ao Covid-19. Ou seja, o sintoma chega após a pessoa ter se curado da Covid-19 e quanto mais brando foi o vírus, maiores são as chances do paciente contrair uma versão mais forte da síndrome, segundo a análise do JAMA Pediatrics.

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A maioria das crianças com Covid-19 não desenvolve a condição pediátrica. Até o dia 29 de março foram notificados 3.185 casos pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos. Destes, 36 jovens morreram.

Síndrome inflamatória multissistêmica

Já o total de crianças e adolescentes com Covid-19 nos EUA foi de quase 3,5 milhões, de acordo com dados compilados pela American Academy of Pediatrics e Children’s Hospital Association.

A condição é caracterizada por “febre persistente acompanhada de um conjunto de sintomas que podem incluir gastrointestinais (com dor abdominal), conjuntivite, exantema (rash cutâneo), erupções cutâneas, edema de extremidades, hipotensão, dentre outros. Os sintomas respiratórios não estão presentes em todos os casos”, diz o Ministério da Saúde.

Apesar dos sintomas, a recuperação da doença ocorre de maneira rápida. Segundo o Dr. Sean O’Leary, vice-presidente do comitê de doenças infecciosas da academia de pediatria dos EUA, disse para a AP. A condição inflamatória normalmente faz com que as crianças adoeçam muito rápido, mas a maioria “responde muito bem ao tratamento e a grande maioria melhora completamente”, explica.

Via AP

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