No último domingo (11), o site da Biblioteca Nacional foi alvo de um ataque ransomware e precisou ser retirado do ar. O órgão, ligado à Secretaria Especial da Cultura, optou por desligar os servidores para amenizar os potenciais problemas causados e novas invasões.

Entretanto, na última terça-feira (13) o site foi ativado novamente, e vítima de uma segunda invasão. Em nota, foi informado que “poucos documentos foram atingidos” e que, provavelmente, tudo o que foi extraído deva ser recuperado. Uma data de retorno do site não foi informada.

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Ataques ransomware, normalmente, exigem um “resgate” pelos arquivos que são extraídos e criptografados pelos invasores. Dessa forma, uma vítima pode perder o acesso aos seus bancos de dados, a menos que pague uma quantia – geralmente em criptomoedas como bitcoin – pela chave criptográfica. Especialistas em segurança digital recomendam não pagar pelo resgate exatamente para impedir que criminosos lucrem com a prática.

Biblioteca Nacional
Site da Biblioteca Nacional ainda não tem previsão de ser reativado. Imagem: Wikipedia/Reprodução

A Biblioteca Nacional informou ter notificado o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República para investigar o caso. Também, que foi aberto um boletim de ocorrência e que outras medidas judiciais estão sendo tomadas.

Ataque ao STF

Em novembro de 2020, o Supremo Tribunal Federal (STF) também sofreu um ataque do tipo ransomware que “sequestrou” processos e e-mails. A invasão também fez com que o tribunal interrompesse suas atividades e acionou a Polícia Federal para investigá-lo.

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Entretanto, no mesmo mês, o FBI anunciou que os servidores do STF eram explorados, pelo menos, desde abril do ano passado. Além do STF, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) também foi impactado pelo ataque virtual, afetando o acesso aos e-mails.

Via: Folha de S.Paulo