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Cientistas descobriram que existe uma via essencial para conseguir que a pessoa sobreviva a alguns tipos de leucemia mieloide aguda e assim, oferecer uma alternativa para os pacientes. Pesquisadores do Instituto Wellcome Sanger chegaram a conclusão de que uma mutação genética específica está associada a um mau prognóstico no câncer de sangue.

Sendo assim, essa mutação está envolvida ao longo do desenvolvimento da doença e quando combinada com outras mutações em camundongos e linhas de células humanas resulta em uma possibilidade de tratamento ao câncer no sangue.

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O estudo publicado nesta sexta-feira (30) na Nature Communications, fornece uma visão de como a mutação leva ao desenvolvimento e também à sobrevivência da leucemia. As descobertas apontam que é preciso uma forma para que as células continuem crescendo.

A leucemia mieloide aguda, também chamada de LMA, é um câncer sanguíneo bastante agressivo, o qual pode afetar pessoas de todas as idades. A doença exige meses de quimioterapia e internações hospitalares, se desenvolvendo em células dentro da medula óssea e expulsando as células saudáveis. Os tratamentos convencionais são os mesmos por décadas.

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Neste estudo, a equipe usou a tecnologia de edição de genes para mostrar que a falta de funcionamento leva à expansão de certos tipos de células-tronco do sangue. A perda causa aumento da expressão do gene que codifica uma proteína e assim fornece um meio para as células cancerosas escaparem da morte celular.

 Os pesquisadores conseguiram achar uma forma de proporcionar vias de evasão, sendo um possível tratamento. Hoje em dia, não há medicamentos aprovados clinicamente.

A Dra. Saskia Rudat é co-autora do estudo e também pós-doutoranda no Instituto Wellcome Sanger, explicou: “Ao investigar o papel do CUX1 mais detalhadamente, agora temos uma nova visão de como esse gene, e a falta dele quando mutado, desempenha um papel importante papel na sobrevivência das células cancerosas do sangue. Embora esta mutação não pareça causar o desenvolvimento de doenças malignas por si só, focar nas vias envolvidas com CUX1 é um bom alvo para pesquisas futuras. “

Fonte: Medical Xpress

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