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A partir de 2022, o Google vai deixar de usar cookies de terceiros no Chrome. Esses identificadores online, que há décadas têm sido a base da publicidade na web, servem para rastrear o que cada pessoa acessa no navegador, possibilitando o desenvolvimento de perfis de interesses para fins de apresentação de propagandas dirigidas. Com a eliminação da ferramenta, o objetivo da empresa é cumprir padrões de privacidade de dados, que vêm sendo reivindicados por diversos órgãos e ativistas.
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Como substituto para o recurso, a companhia tem apostado nos FLoC (sigla em inglês para Federated Learning of Cohorts – Aprendizagem Federada de Coorte, em tradução livre). Segundo o Google, essa técnica “oculta” as pessoas “no meio de uma multidão com interesses comuns” e usa o processamento no dispositivo do usuário para manter seu histórico da web privado em seu navegador.
Desse modo, a empresa se compromete a não criar identificadores alternativos para mapear a navegação de cada pessoa. “Hoje, tornamos explícito que, uma vez que os cookies de terceiros sejam eliminados , não construiremos identificadores alternativos para rastrear indivíduos enquanto navegam na web, nem os usaremos em nossos produtos”, garante a empresa em comunicado oficial.

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FLoC x Cookies
Na prática, os FLoC têm o mesmo objetivo dos cookies: entender o comportamento dos internautas para oferecer produtos e serviços com base no seu gosto. Ou seja, é um tipo de rastreador, mas se diferencia por não identificar individualmente quem está navegando na web. Em vez disso, analisa o comportamento das pessoas na internet e as classifica anonimamente em grupos (coortes) compostos por outras de interesses parecidos. Resumindo: o recurso permitirá a publicidade baseada em interesses na web sem deixar que os anunciantes conheçam a identidade do usuário.
Por exemplo, os FLoC não identificarão Maria como uma mulher que ouve Beatles, faz aulas de dança contemporânea e que visitou sites de vendas de smartphones nas últimas 24 horas. O que acontecerá é que o sistema vai gerar um ID para o “coorte” com características semelhantes às dela, incluindo-a em um nicho de pessoas com interesses parecidos, categorizadas por gênero, faixa etária, escolaridade e perfil de navegação.
E essas informações do grupo, anonimizadas, serão usadas para fins publicitários na web. Os dados de Maria seguirão mantidos localmente no navegador que ela utilizar. O navegador só expõe o ID do nicho, que deverá ser formado por um número razoável de pessoas, para dificultar a identificação de um indivíduo em particular, mas também devem ser específicos o suficiente para permitir segmentação.
Fonte: Blog Google / The Verge