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A agência espacial norte-americana (Nasa) anunciou nesta segunda-feira que a espaçonave Parker Solar Probe, desenvolvida para estudar de perto o Sol, quebrou dois recordes em sua mais recente passagem por nossa estrela na última semana de abril.

O primeiro foi de velocidade: segundo a Nasa a sonda está se movendo a 532 mil km/h. É o suficiente para dar 13 voltas ao redor da Terra em uma hora e torná-la o objeto mais rápido já construído pelo homem. O segundo recorde foi o de distância do Sol: a sonda chegou a apenas 6,5 milhões de km, mais perto do que qualquer outra espaçonave.

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A sonda circunda nossa estrela em uma trajetória elíptica, que no ponto mais distante a coloca além da órbita de Vênus. A atração gravitacional do planeta é usada para impulsioná-la, o que permite que ganhe velocidade e se aproxime mais do Sol a cada passada.

A Parker Solar Probe foi lançada em 2018 e projetada para operar por sete anos, ou seja, até 2025. A expectativa é que até lá ela esteja viajando a uma velocidade de 690 mil km/h, ou 0.064% da velocidade da luz.

O Sol em close

Em julho passado a Nasa e a Agência Espacial Europeia (ESA) divulgaram as fotos mais próximas (até então) da superfície do Sol. Os registros surpreenderam cientistas ao revelar um fenômeno até então desconhecido: pequenas chamas na superfície da estrela que os pesquisadores batizaram de “campfires” e “nanoflares” (fogueiras e nano chamas, em tradução livre).

Essas pequenas chamas são milhões ou até mesmo bilhões de vezes menores e menos intensas do que erupções massivas que ocorrem periodicamente no Sol.

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Registros capturados pela Sonda SolO. As setas assinalam as pequenas chamas detectadas pelos cientistas. Imagem: ESA/Nasa

Embora as origens do novo fenômeno ainda sejam desconhecidas, cientistas da NASA e da ESA acreditam que a descoberta pode ajudar astrônomos a aprofundar estudos sobre a atmosfera solar, também conhecida como Corona.

“Esses registros incríveis vão ajudar cientistas a estudarem as camadas atmosféricas do Sol, o que é importante para o entendimento de como isso afeta o clima [espacial] próximo da Terra e em todo o Sistema Solar.”, afirmou Holly Gilbert, cientista do Centro de Voos Espaciais Goddard, da Nasa, em nota publicada no site da agência.