A espaçonave OSIRIS-REx completou no dia 7 de abril deste ano uma última volta ao redor do asteroide Bennu, que observa desde 2018. O objetivo foi documentar as mudanças na superfície da rocha após uma manobra chamada TAG (Touch And Go), quando coletou amostras que serão trazidas de volta à Terra. A Nasa divulgou nesta sexta-feira (16) a foto do “estrago” feito pela nave.

Local do pouso da OSIRIS-REx no asteroide Bennu. Créditos: Nasa
Local do pouso da OSIRIS-REx no asteroide Bennu. Créditos: Nasa

Durante a manobra a OSIRIS-REx inseriu uma sonda a cerca de 50 cm de profundidade na superfície do asteroide e simultaneamente disparou uma carga de nitrogênio pressurizado, “chacoalhando” as rochas para coletar uma amostra. Ao se afastar do asteroide os propulsores da espaçonave também espalharam material da superfície, lançando rochas e poeira.

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Nesta última órbita, a OSIRIS-REx fotografou Bennu por quase seis horas, cobrindo mais de uma rotação completa do asteroide, a uma distância de 3,5 km. Foram coletados cerca de 4 GB de dados, e serão necessários “vários dias” para transferi-los para a Terra.

Isso porque a OSIRIS-REx compartilha antenas da Deep Space Network com outras missões da Nasa, como a Perseverance, e só tem uma janela de quatro a seis horas por dia para transferir dados. Como o asteroide Bennu está a quase 300 milhões de km de nós, a velocidade de transferência é de apenas 412 Kilobits, pouco mais de 50 KB, por segundo. Mais lenta que uma conexão discada à internet.

Últimos “passos” da espaçonave no asteroide Bennu

A OSIRIS-REx ficará na vizinhança de Bennu até o dia 10 de maio, quando inicia sua jornada de dois anos para trazer as amostras do asteroide de volta à Terra. A chegada está prevista para o dia 23 de setembro de 2023.

No início de dezembro os japoneses trouxeram à Terra amostras de um outro asteroide, o Ryugu. Entretanto, a quantidade de material entregue pela espaçonave Hayabusa 2 foi muito pequena: ao abrir o recipiente de coleta a equipe da agência espacial japonesa (JAXA) confirmou “uma amostra granular de areia preta que se acredita ser derivada de Ryugu” na parte externa da cápsula, e resquícios de gás “diferente da composição atmosférica da Terra” em seu interior, confirmando a visita ao asteroide.

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