Uma nova vacina alemã chamada de CureVac pode ser uma esperança para países que ainda não possuem doses suficientes para vacinar a maior parte da população. A fabricante acredita que os testes podem ser finalizados ainda esse mês e espera rivalizar com os produtos da Pfizer e da Moderna.

Assim como as duas citadas acima, a nova vacina é feita com base no RNA. Os imunizantes feitos com esse método também tiveram os maiores índices de eficácia contra a doença. No entanto, com apenas duas vacinas desse tipo disponíveis, elas acabaram ficando restritas a alguns países ricos.

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A expectativa é que um terceiro imunizante feito com RNA consiga atender uma demanda global maior. De acordo com o The New York Times, na próxima semana devem ser anunciados os resultados da fase três dos testes com a CureVac, onde a eficácia vai ser apontada.

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A comunidade cientifica também está animada com o fato de o imunizante não precisar ser mantido em um freezer. O fato de poder ficar em uma geladeira comum facilita a distribuição da nova vacina. “Eles parecem muito bem posicionados para limpar o mercado global”, disse Jacob Kirkegaard, pesquisador sênior do Peterson Institute for International Economics em Washington.

Nova vacina CureVac

O cofundador da CureVac, o biólogo Ingmar Hoerr, explicou para o jornal americano que a farmacêutica ficou para trás na primeira onda de vacinas contra a Covid-19 por conta da falta de investimentos. Enquanto a BioNtech se aliou com a gigante Pfizer e a Moderna trabalhou com o National Institutes of Health com dinheiro dos EUA, a CureVac demorou para conseguir financiamento.

Agora, a farmacêutica aguarda apenas a conclusão dos resultados dos testes de fase 3 de sua nova vacina. Mas os resultados preliminares, junto de tudo o que já foi estudado sobre outras vacinas do tipo, indicam que a CureVac é eficaz. “Eu ficaria realmente surpreso se não funcionasse bem”, disse John Moore, um virologista da Weill Cornell Medicine em Nova York.

Ainda assim, a nova vacina foi criada usando como base a versão inicial do vírus. Atualmente a maior parte dos países afetados em larga escala pela nova onda da Covid-19 possuem variantes, que podem reduzir a eficácia do imunizante. Para tentar contornar isso, a farmacêutica já faz testes com as principais variantes em circulação.

Via The New York Times