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Uma das maiores preocupações com as vacinas atuais é em relação à sua eficácia contra as novas cepas da Covid-19. Felizmente, isso pode não ser um problema para o imunizante da Pfizer e da Biotech, que demonstrou ser altamente eficaz contra as variantes da África do Sul e do Reino Unido.
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Dois estudos foram feitos para testar a eficiência da vacina contra essas cepas. A conclusão é que o imunizante é 95% eficaz contra casos graves ou morto por coronavírus. Os pesquisadores se basearam em resultados obtidos pela aplicação do produto no mundo real no Catar e em Israel.
“Esta é uma notícia realmente boa”, disse a Dra. Annelies Wilder-Smith, pesquisadora de doenças infecciosas da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres ao The New York Times. “Neste momento, podemos dizer com segurança que podemos usar esta vacina, mesmo na presença de variantes circulantes preocupantes.”
Vacina da Pfizer e as novas variantes
Para se chegar ao resultado, foram analisados dados de mais de 200 mil pessoas vacinadas contra a Covid-19. Sequenciamentos genéticos sugeriram que metade das infecções entre 23 e fevereiro e 18 de março nos países selecionados foram causas pela variante sul-africana e outros 44% pela cepa do Reino Unido.
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A eficácia da vacina da Pfizer contra a variante da África do sul foi de 72 a 75%. Já contra a do Reino Unido, identificada como B.1.1.7, os números mostram uma eficácia entre 87 e 89%. “Estamos falando de uma variante que é provavelmente a mais desagradável de todas as variantes de preocupação”, disse Laith Abu-Raddad, chefe do estudo. “Não são os 95% que esperávamos, mas os 75% são realmente ótimos”, completou.
“Estou muito feliz em ver esses dados de que, no mundo real, essas vacinas estão tendo um impacto incrível na redução de infecções e doenças”, finalizou. Agora, a vacina da Pfizer deve ser testada contra outras variantes, como a brasileira e a possível cepa indiana.