Na última sexta-feira (7) a Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciou que o imunizante do laboratório estatal chinês Sinopharm foi aprovado para uso emergencial contra a Covid-19. Assim, essa vacina é a primeira desenvolvida por um país não ocidental a ganhar o apoio da agência. Também é a primeira vez que a OMS dá aprovação de uso emergencial a uma vacina chinesa para qualquer doença infecciosa.

A vacina da Sinopharm é produzida com SARS-CoV-2 inativado da cepa HB02 e tem potencial para proteção contra as demais cepas do vírusZoltan Tarlacz – Shutterstock

Denominada BBIBP-CorV, a fórmula é produzida com SARS-CoV-2 inativado da cepa HB02 e tem potencial para proteção contra as demais cepas do vírus. O imunizante foi uma das duas principais vacinas que coletivamente já foram administradas a centenas de milhões de pessoas na China e no exterior. Em relação à outra, a CoronaVac, do fabricante Sinovac Boitech, pode receber o aval da OMS nesta semana. 

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Além da vacina da Sinopharm, a agência já deu aprovação para uso de emergência das fórmulas desenvolvidas pela Pfizer/BioNTech, Oxford/AstraZeneca, Johnson & Johnson e Moderna.

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Vacina da Sinopharm entrará no consórcio Covax Facility

A partir dessa aprovação, o imunizante da Sinopharm passará a fazer parte do consórcio Covax Facility. O grupo reúne governos e fabricantes para organizar a produção e distribuição de vacinas para os países conveniados.

Como o Brasil é um dos países que integram o consórcio, com a BBIBP-CorV o número de vacinas que podem ser aplicadas aqui chegará a sete. O país terá direito a receber 42,5 milhões de doses do grupo, que, até o momento, já nos forneceu cinco milhões de doses.

Aplicada em duas doses, com intervalo de três a quatro semanas, o imunizante tem eficácia estimada em 79% contra casos sintomáticos e hospitalizações. O aval da OMS facilita o trâmite de aprovação em outros países.

Fontes: Agência Brasil / CNN