A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) apareceu nos ‘trending topics’ do Twitter nesta segunda (10). O motivo é a repercussão de um artigo escrito pela alta administração publicado pelo jornal ‘O Globo’ na semana passada. Nele, a reitora, Denise Pires de Carvalho, e o vice-reitor, Carlos Frederico Leão Rocha, afirmaram que a universidade fechará suas portas em julho por falta de verbas.

Diante disso, listamos 7 momentos que tornam a UFRJ importante no combate à pandemia de Covid-19. É importante ressaltar que algumas pesquisas são frutos de parceria da universidade com outras instituições de pesquisa.

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1) Investe em solução brasileira

Ela se dedica à criação de duas vacinas nacionais, que se encontram em testes pré-clínicos. Isso representa economia, independência de fornecedores externos e controle de produção, além de abrir possibilidade para adaptar a vacina para mutações do vírus presentes no Brasil e utilizar esses imunizantes como base para proteger de outras doenças virais.

Fonte: UFRJ

2) Democratiza o acesso a teste sorológico

Um grupo de pesquisadores desenvolveu um teste sorológico para covid-19 que custa cerca de 20 vezes menos do que os testes rápidos disponíveis em laboratórios e farmácias. Com eficácia de 100%, o exame utiliza uma gota de sangue do dedo. Além disso, a tecnologia não foi patenteada para tornar o teste mais acessível.

Fonte: Agência Brasil

3) Produz máscara com tecido tecnológico

Cientistas da instituição pesquisaram um tecido para neutralizar a ação do coronavírus em máscaras. Com duas tecnologias embutidas, o material impediria a entrada do vírus e também o inativaria. Além de eficácia similar a uma máscara N95, a invenção apresentaria outras vantagens: ser biodegradável, ser mais confortável para respiração e apresentar potencial para ser aplicada na produção de máscaras descartáveis com vida útil de 5 horas.

Fonte: Coppe / UFRJ

4) Descobre novas variantes

Por meio do sequenciamento genético, pesquisadores descobriram uma mutação na cepa P.1 (dominante em muitos estados): a variante P.1.2. Esse tipo de abordagem permite rastrear quais cepas estão circulando e sofrendo mutações, o que viabiliza entender letalidade e transmissibilidade das variantes.

Fonte: UFRJ

5) Identifica oportunidades

A saliva é um biofluido negligenciado nas pesquisas. Por isso, cientistas investiram em localizar marcadores metabólicos presentes nela para entender com o vírus atua no corpo humano. Com isso, os pesquisadores buscam ajudar na elaboração de estratégias mais eficientes no combate ao coronavírus.

Fonte: Agência Brasil

6) É pioneira

A UFRJ foi a primeira a descobrir o caso mais longo de infecção pelo vírus: 152 dias. Nesse estudo, os pesquisadores testaram 3 mil pessoas e descobriram que 40% delas continuaram a apresentar resultado positivo 14 dias após o aparecimento dos sintomas. Além de contrapor dados do Ministério da Saúde e da OMS, o achado é importante para entender sobre a transmissão do vírus.

Fonte: O Globo

7) É engenhosa

O soro produzido por cavalos para tratamento da covid-19 apresentou anticorpos neutralizantes até 100 vezes mais potentes do que o plasma de pessoas que já se recuperaram da doença. Essa descoberta abre portas para utilizar o material em imunização passiva por terapia. Essa técnica, mais conhecida como soroterapia, é utilizada de forma bem-sucedida para tratar outras doenças (como raiva e tétano) e também em picadas de abelhas, cobras e outros animais peçonhentos.

Fonte: Agência Brasil

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