A Força Espacial dos Estados Unidos, um braço das Forças Armadas do país, lançou um satélite de US$ 1 bilhão para detectar com antecedência mísseis. O satélite GEO-5 é parte de um sistema de detecção das ameaças e foi levado para a órbita por um foguete Atlas 5, saindo do Cabo Canaveral, na Flórida, na terça-feira (18).

O novo satélite é uma versão atualizada dos já existentes que compõe o Sistema Infravermelho Baseado no Espaço (SBIRS). O sistema é uma rede de vigilância espacial, que objetiva alertar os mísseis antecipadamente. Esse é um sinal dado pela Força Espacial de que desempenha papel proeminente dentro do complexo militar norte-americano, mesmo sendo o serviço mais jovem.

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O SBIRS capta assinaturas infravermelhas de mísseis em voo e realiza o rastreamento, avisando previamente às forças no solo. Para o vice-presidente da Lockheed Martin, empresa que construiu o satélite, Tom McCormick, o sistema nunca foi tão necessário.

“A ameaça da tecnologia de mísseis balísticos está se espalhando por todo o mundo, adversários que antes tínhamos à distância de um braço geográfico agora apregoam o desenvolvimento dessa tecnologia”, disse, em entrevista à CBS.

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Painel solar do satélite. Imagem: Divulgação/Lockheed Martin

Ele acrescentou que o mundo é um lugar mais ameaçador, pois mais de mil lançamentos de mísseis balísticos acontecem globalmente a cada ano. Segundo McCormick, o SBIRS é a “ponta da lança, ou campainha, de que ocorreu um lançamento e algo está chegando”.

O satélite GEO-5 foi lançado na terça-feira após um atraso de cerca de 24 horas. O adiamento aconteceu por causa de problemas com o sistema da plataforma de lançamento. Nas próximas semanas, propulsores no satélite SBIRS vão ajustá-lo em uma órbita geossíncrona. Ele ficará estacionário na mesma região.

O Sistema Infravermelho Baseado no Espaço também incorpora dados do antigo Programa de Apoio de Defesa (DSP) e sensores infravermelhos autônomos montados em outros satélites militares em órbitas elípticas inferiores. Esses outros satélites, porém, são confidenciais.

Via: Futurism / CBS

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