O ano de 2021 pode ter até 10 furacões vindos do Atlântico, de acordo com previsão oceanográfica feita pela Administração Nacional Atmosférica e Oceânica dos EUA (NOAA). Os resultados foram apresentados em uma conferência realizada na última quinta-feira (20), e também indicam que a “temporada” deste ano deve começar no mês de junho, indo até novembro.

A estimativa completa fala em algo entre 13 e 20 tempestades, com 10 destes eventos virando furacões completos. Destes 10, três a cinco podem virar furacões de categoria 3 (F3) ou maiores. Não é o mesmo volume de 2020, quando foi registrado um volume imenso de tempestades do tipo (31 ciclones subtropicais, para ser exato), mas ainda assim, um período de bastante trabalho para as autoridades.

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Ponto de inflexão de ventos oceânicos (o “X” no mapa) aponta para uma temporada intensa de tempestades e furacões para 2021. Imagem: NOAA/Divulgação

Além de um 2021 com até 10 furacões, a NOAA também ressalta que os parâmetros que estabelecem uma média de eventos do tipo também mudaram: antes, o cálculo médio era feito com base em dados de 1981 a 2010 (ou 12 tempestades e seis furacões). Agora, a média é calculada com informações de 1991 a 2020 (ou 14 tempestades e sete furacões).

Os motivos para esses aumentos tanto em frequência como em volume são os mesmos: variações climáticas que fazem o mar do Caribe e o Oceano Atlântico continuarem com águas cada vez mais aquecidas, além de correntes de ventos entre o Atlântico e monções da África ocidental estarem mais e mais fracas.

A exceção à regra que fez o ano passado ter um número consideravelmente maior, porém, foi o fenômeno “La Niña”, fenômeno climático que consiste na diminuição da temperatura da superfície das águas do Oceano Pacífico Tropical Central e Oriental. Em 2021, ainda não tivemos nenhum episódio do tipo, apesar de a NOAA conceder que isso ainda pode acontecer no segundo semestre.

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