Além do pânico causado pela pandemia de coronavírus, mais um problema chegou aos moradores de cidades do leste da Austrália: uma invasão de ratos. A presença dos mamíferos se transformou em uma verdadeira praga e eles estão por todos os lados, seja na área urbana ou rural. 

A situação é tão grave que até mesmo fontes de água potável estão na mira dos roedores, deixando várias pessoas doentes, sem falar nos prejuízos incalculáveis nas plantações. Aliado a isso, o mau cheiro da urina e fezes prejudica ainda mais o convívio. Inclusive, vários animais de estimação e seres humanos já foram mordidos por ratos.  

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Diante do fato inusitado, muitas imagens já viralizam nas redes sociais com os ratos mantendo presença ao lado de gatos, plantações, pessoas, quintais, ruas e etc. O problema é grave e medidas de combate já estão sendo discutidas pelas autoridades sanitárias da Austrália. 

Causas da invasão dos ratos

A invasão dos ratos é explicada pela rápida adaptação da espécie Mus musculus, que suporta o longo período de seca do país e também da rápida reprodução. Em entrevista ao portal Science Alert, o pesquisador da agência científica nacional, Steve Henry, disse que um casal de ratos é capaz de reproduzir até 500 em uma estação favorável. Trata-se de uma verdadeira praga. 

“Tivemos um verão muito chuvoso, o que influenciou no crescimento da vegetação, situação que contribuiu para aumentar a quantidade de comida para os ratos”, disse o cientista ambiental Charles Stuart. 

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Outro problema que já foi identificado pelos pesquisadores é que os predadores naturais dos ratos, como as aves de rapina, estão entrando em extinção no país por conta da urbanização e cultivo de monoculturas em largas escalas.  

Combate à praga  

A invasão dos ratos é vista pelas autoridades como um risco à cadeia alimentar, pois os raticidas utilizados na tentativa de eliminá-los já está afetando várias espécies, de lesma a peixes. Inclusive, estudos já identificaram a presença de veneno em cobras que se alimentam de sapos, em lagartos que comem vegetação e até em caracóis. 

Segundo o biólogo da Curtin University, Bill Bateman, os ratos bioacumulam os venenos e, como répteis, conseguem sobreviver um pouco mais em comparação a outras espécies, mesmo após a ingestão. “Ou seja, os ratos se tornam bombas-relógio tóxicas, envenenando predadores que possam comê-los”, explicou. 

Apesar de ser um problema corriqueiro na Austrália, os cientistas estudam novas formas de gerenciamento da situação. Por enquanto, os ratos estão se sentindo os donos do pedaço.

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