No Brasil, a taxa de transmissão da Covid-19 segue em alta, subindo para 1,13, de acordo com o Imperial College de Londres, nesta terça-feira (22). É o maior índice desde março, quando a taxa chegou a 1,23, sendo a mais alta registrada neste ano da pandemia. Já a mais baixa em 2021 foi de 0,91, identificada no levantamento da penúltima semana de maio.

Quando a taxa de contágio está acima de 1, indica que a Covid-19 avança sem controle no país. O índice do Brasil estava em 1,07 no relatório divulgado na semana passada, e em 0,99 no anterior. Agora, é o mais alto de toda a América do Sul.

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O índice atual estimado pela universidade britânica significa que cada 100 pessoas contaminadas transmitem a doença para outras 113. Dentro da margem de erro calculada pela universidade britânica, a taxa de transmissão pode variar de 1,0 a 1,16.

Além disso, o Imperial College projetou que o Brasil deve registrar 16.300 óbitos pela doença nesta semana, um aumento de 14% em relação à anterior, quando foram contabilizadas 14.264 mortes provocadas pelo coronavírus.

A taxa de transmissão é uma das principais referências para acompanhar a evolução epidêmica da Covid-19 no país. Por ser uma média nacional, a taxa não indica que a doença esteja avançando ou retrocedendo da mesma forma nas diversas cidades, estados e regiões do Brasil.

Ademais, pelo sexto dia seguido, a média de mortes ficou acima de 2 mil e o Brasil ultrapassou a marca de 500 mil óbitos pelo coronavírus.

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Covid-19 pelo mundo

Até a última segunda-feira (22), segundo o levantamento do Imperial College, o mundo registrou mais de 178 milhões de casos de Covid-19, e ultrapassou os 3,8 milhões de óbitos.

As maiores taxas de transmissão da Covid-19 da semana estimadas pela universidade britânica foram no Afeganistão (1,51), Mianmar (1,46) e Mongólia (1,43).

Já na América do Sul, o maior índice estimado foi no Brasil, seguido pela Bolívia (1,10) e Venezuela (1,07). As menores taxas de transmissão foram identificadas Espanha (0,38), Hungria (0,42) e Azerbaijão (0,47).

Fonte: O Globo

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