Com o surgimento da pandemia do coronavírus e, consequentemente, do distanciamento social, os mercados de e-learning (educação a distância em um ambiente digital) e edtechs cresceram aceleradamente nos últimos dois anos. Mas a boa notícia é que a tendência de alta deve seguir em ambos os segmentos, mesmo após o fim da Covid-19.

Segundo dados analisados e publicados pelo Definanzas.com, o mercado global de e-learning deve crescer 16,92% em 2021. Já para os próximos anos, o progresso deve ser ainda mais notável: uma taxa composta de crescimento anual de 18% entre 2021 e 2025, o que totalizaria um incremento de US$ 184,52 bilhões do setor.

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Dados similares são projetados para o setor nos Estados Unidos, player dominante no segmento que respondeu por 42% do mercado de e-learning no ano passado. Para este ano, a taxa de crescimento anual deve ficar em 15,95%. Entre 2021 e 2025, a taxa vai chegar a 17%, o equivalente a um ganho de US$ 36,54 bilhões.

E quem deve acompanhar esse crescimento são as edtechs, empresas especializadas no desenvolvimento de soluções tecnológicas para a educação. O setor deve alcançar uma taxa composta de crescimento anual de 19,9% de 2021 a 2028, ano em que o segmento poderá alcançar o valor de US$ 285,2 bilhões.

Embora o país norte-americano também domine o setor, respondendo por 37% da receita global, a projeção é de que a Ásia seja a região que deve reportar o crescimento mais acelerado, com índice de 22,6% de crescimento anual até 2028. O motivo? As crescentes adoções de dispositivos inteligentes e internet no continente.

Ilustração de ensino a distância
Setores de e-learning e edtechs foram impulsionados pela pandemia de coronavírus. Foto: fizkes/Shutterstock

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Investimentos em alta

As projeções de crescimento, tanto do setor de e-learning quanto o de edtechs podem ser explicadas por dois fatores. O primeiro deles é que a educação teve de se adaptar à pandemia de Covid-19. As aulas e cursos presenciais deram espaço a plataformas online e todo o conhecimento passou a ser transmitido por meios digitais.

Toda essa reformulação, naturalmente, resultou em grandes investimentos para o setor. No ano passado, por exemplo, os capitais de risco injetaram cerca de US$ 16,1 bilhões no mercado global de edtechs, de acordo com dados da HolonIQ. O valor é duas vezes maior do que o montante aportado em 2018 e 32 vezes superior aos US$ 500 milhões registrados em 2010.

Apenas no primeiro trimestre deste ano, o segmento global reportou um investimento de quase US$ 4 bilhões. No Brasil, de acordo com dados da Distrito, o setor de edtechs foi o quarto a receber mais investimentos até maio de 2021, acumulando cerca de US$ 380 milhões.

Além disso, o bom desempenho dos setores indicam um cenário ainda mais otimista com as novas soluções tecnológicas. Soluções baseadas em inteligência artificial (IA), realidade virtual (VR), realidade aumentada (RA) e internet das coisas (IoT) devem ser integradas, cada vez mais, no setor da educação.

O resultado disso deverá resultar em um mercado global de e-learning e edtechs ainda mais robusto, consolidado e tecnológico.

Fonte: DeFinanzas

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