A BRLink, especializada em soluções de cloud computing, anunciou uma iniciativa educacional com foco na capacitação em TI de jovens em situação de vulnerabilidade social. Chamada de Escola da Nuvem, a instituição irá oferecer um curso gratuito EAD para interessados de todas as regiões do Brasil.

Inaugurada no início desta semana, a organização tem como meta para 2021 viabilizar caminhos de capacitação e empregabilidade para duas carreiras profissionais: analista de suporte, infraestrutura e desenvolvedores de software que atuarão com a nuvem.

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BRLink lança Escola da Nuvem, para capacitação de jovens em situação de vulnerabilidade social. Foto: TierneyMJ/Shutterstock

A primeira semente do projeto começou no ano passado, dentro da BRLink. O objetivo era auxiliar na inclusão de profissionais no setor de cloud e suprir uma alta demanda por especialistas no assunto que fossem tecnicamente qualificados.

Com o trabalho remoto forçado pela pandemia, percebeu-se que era possível atingir pessoas de regiões que talvez não fossem alcançadas em outros tempos – e isso impulsionou a ideia de oferecer formação e oportunidade de ganhos compatíveis com grandes capitais como São Paulo.

Segundo o CEO da BRLink, Rafael Marangoni, a Escola da Nuvem foi idealizada para criar oportunidades para pessoas que, em outras situações, não teriam a possibilidade de entrar neste mercado.

“Muita gente sonha com este primeiro emprego, e a Escola da Nuvem pode ajudar estas pessoas. Mas nosso principal foco são aqueles que nem sonham com isso, seja por não acreditarem ser possível, seja por ignorarem completamente este mundo”, comenta.

Além das aulas, o curso também prevê interação com instrutores, consultoria com especialistas e uma rede de oportunidades associada às diversas empresas de TI que participam da rede da iniciativa: BLS Advogados, Build Up, CleanCloud, DaRede, dataRain, dedalus, Damidia, GoCache, Grupo HZI, Grupo Mytec, Nextios, RealCloud, Solvimm e Valcann.

“A BRLink já vinha participando de projetos sociais e desde pequeno sempre tive o sonho de realizar algo como a Escola da Nuvem. Então, levei essa ideia para a nossa empresa, mas, idealizando, ficou muito claro que a teríamos um impacto muito pequeno se comparado a nos unirmos com outras companhias para fazer acontecer”, afirmou o comentando sobre a parceria que a empresa fez com outras companhias para fortalecer o ecossistema da Escola.

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Marangoni afirma que o projeto visa ir além da capacitação e preocupa-se também com o desenvolvimento profissional dos inscritos.

“Sabemos que um jovem que está entrando no mercado de trabalho, que vem de um modelo muito mais vulnerável socialmente, não vai performar no mesmo ritmo que um universitário, então temos o desafio de criar ambientes favoráveis para essas pessoas nas empresas, porque a inclusão produtiva não para no momento em que a carteira ou o estágio é assinado, as pessoas têm de seguir na organização”, ressalta Marangoni.

Inicialmente, a Escola da Nuvem atuará na capacitação de pessoas que possuem conhecimento básico de tecnologia e querem aprender sobre a nuvem.

Apesar disso, o executivo afirma que tem planos de ampliar ainda mais o projeto: “Estamos trabalhando em novas metas da Escola da Nuvem, mas, para a capacitação de nível básico, já temos a missão de fechar novas parcerias com outras instituições, sejam educacionais, de capacitação, ou instituições sociais, inclusive, as que levantam bandeiras da diversidade como mulheres, negros e LGBTQ+”, conta.