A Canon apresentou na última semana uma estratégia com foco no mercado corporativo, com o lançamento de duas novas impressoras, bem como um novo presidente para o Brasil.

A companhia, conhecida por suas câmeras semiprofissionais e profissionais produzidas há anos para o mercado consumidor, também possui um portfólio mais amplo de produtos de outros segmentos e também com foco B2B – e é neles que a marca aposta para este ano.

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Ilustração da linha de impressoras da Canon Maxify; imagem mostra o dispositivo em cima de uma mesa
Canon anuncia novas impressoras com foco no mercado corporativo, da linha Maxify. Crédito: Divulgação/Canon Brasil

“[Nosso objetivo é] continuar a expansão de portfólio. Já lançamos seis modelos laser entre 2020 e 2021, além de 10 modelos tanque de tinta”, afirmou Fabiano Peres, gerente sênior de vendas indiretas da Canon do Brasil, durante coletiva de lançamento Canon Conference – Somos a Tecnologia, realizada na Casa Canon, na Vila Madalena, bairro da capital paulista, mas apresentada de forma online para a imprensa.

“Estamos de olho justamente em continuar o crescimento, trazendo novas tecnologias e oportunidades para canais”, disse Peres, complementando que, para isso, a empresa está unificando duas áreas de negócio: câmeras e impressoras.

É com essa movimentação que a Canon se posiciona como uma empresa de “tecnologias e soluções de imagem digital“, como explicou o executivo.

Além de empresas, a companhia possui um portfólio de produtos com foco no mercado da saúde e outros nichos específicos como instituições de ensino, engenharia e arquitetura, advocacia, bem como produtos com foco em pequenos e médios negócios (SMBs, do inglês “Small and Medium-Sized Businesses”).

Impressoras lançadas para o mercado corporativo

O anunciou contou com duas novas: GX7010 e GX6010. Ambas são parte da linha da linha MAXIFY GX, que consistem em equipamentos do tipo tanque de tinta, municiadas com sistema de abastecimento contínuo de tinta que promete reduzir custos de impressão a cores.

Segundo explicação de William Melo, analista de produtos da Canon, os produtos podem produzir até 21 mil páginas com as garrafas de tinta colorida ou até 9 mil com a tinta preta no modo econômico. Essa autonomia do produto, ainda segundo o especialista, pode significar quase 50% mais economia às empresas. 

Na foto, Masahiro 'Mike' Sato, presidente da Canon Brasil
Na foto, Masahiro ‘Mike’ Sato, novo presidente para a Canon no Brasil.
Crédito: Masahiro Sato/LinkedIn

As impressoras estarão disponíveis para o Brasil com preços sugeridos de R$ 4 mil para a GX 6010; e R$ 5 mil, para a GX 7010. Sendo que a primeira estará à venda a partir desta primeira quinzena de julho, enquanto que a segunda estará disponível na primeira quinzena de agosto.

Os dispositivos serão vendidos primeiramente por meio de canais focados em negócios corporativos, antes de serem ofertados via grandes varejistas.

Novo comando

Durante a coletiva, a empresa também apresentou o novo presidente da empresa para o Brasil: Masahiro “Mike” Sato, que assumiu o comando da empresa este ano, com objetivo principal de fortalecer a marca no país, especialmente dentro do mercado corporativo.

“No ano passado, tivemos um impacto negativo causado pela Covid, mas em 2021 esperamos alcançar lucratividade acima do registrado em 2019”, disse o executivo durante a apresentação. 

O presidente também complementou sua fala afirmando que o crescimento de 1% registrado no primeiro pandêmico, apesar de pequeno à primeira vista, foi significativo, porque representa que a Canon do Brasil foi a única do grupo Canon Américas a conseguir esse número.

“Prometemos continuar a fortalecer nossos valiosos clientes tanto de fotografia como de impressão, bem como de todas as áreas corporativas”, reforçou Sato na apresentação. Sato também responde atualmente pela presidência da Canon no Chile.

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Para o executivo, os novos lançamentos reafirmam o compromisso da companhia “em oferecer soluções e produtos de qualidade ao mercado brasileiro.”

Impactos da pandemia e futuro dos negócios

Apesar do Brasil ser um mercado importante para a empresa, ele também representou um desafio durante 2020: o ano de pandemia foi especialmente difícil para a Canon em solo nacional, fazendo com que a empresa fechasse, inclusive, sua fábrica brasileira, instalada na Zona Franca de Manaus e que funcionava desde 2013, sendo a primeira da japonesa a operar fora da Ásia.

Apesar disso, o saldo foi positivo: “a Canon foi a única que cresceu três dígitos ano passado, mais que a concorrência, atendendo justamente clientes [do mercado corporativo] que estão puxando esse crescimento e que são os que mais estão comprando”, observou Reinaldo Sakis, gerente de pesquisa da consultoria IDC Brasil, que foi um dos convidados a falar durante a coletiva e reforçar o posicionamento da marca nacionalmente.

Segundo Sakis, a Canon responde por 15% do mercado de impressoras tanque de tinta, acima dos 8% comparando 2019 a 2020. No mercado de impressão a laser, a empresa passou a responder por 14% do mercado contra 2% no período anterior.

Reinaldo Sakis, gerente de pesquisa da consultoria IDC Brasil, durante apresentação na Canon Conference 2021. Imagem: Reprodução/Olhar Digital

“A recuperação da economia como um todo tende a levar impresso para um patamar maior”, analisou o especialista.

Para 2021, a expectativa da Canon é superar 2020 em termos de lucro e vendas, em todos os segmentos – de equipamentos de impressão e imagem aos médicos e industriais. No segmento de negócios gráficos, um dos principais da Canon, a projeção é de crescimento de 36% neste ano. 

Já no mercado de fotografia profissional, a companhia se prepara para o lançamento da EOS R3, câmera de lente intercambiável sem espelho full frame já lançada pela empresa em outros territórios e esperada para o segundo semestre no Brasil.