Lançar um feixe de luz em amostras de água potencialmente contaminadas pode ser a chave para a detecção em tempo real de hidrocarbonetos e pesticidas que podem infuenciar na qualidade na água. Essa descoberta faz parte de um estudo da Universidade da Colúmbia Britânica, de Okanagan (UBCO), no Canadá, conduzido pelo engenheiro e professor Nicolas Peleato.

Pesquisadores da UBCO procuram formas únicas de sinais de fluorescência na água. Cada forma única indica a presença de impurezas e os ajuda a determiná-las. Imagem: UBCO

Segundo a pesquisa, quando um feixe de luz é lançado na água, ele excita os elétrons nas moléculas de certos compostos, o que faz com que emitam luz. “As características da luz emitida são como uma impressão digital e podem ser usadas para identificar certos contaminantes”, explica Peleato.

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“O desafio de usar esta abordagem de fluorescência é que eles são tipicamente específicos da fonte; o que significa que temos que calibrar para uma fonte de água particular e antecipar quais contaminantes específicos queremos procurar”, diz o professor. “Em nosso trabalho mais recente, desenvolvemos uma técnica de processamento de dados que expande a eficácia de uma fonte de água para outra”.

Padrões de semelhanças entre fontes ajudam a observar qualidade da água

Usando algoritmos de aprendizado de máquina, Peleato e seu aluno de pós-graduação Ziyu Li desenvolveram uma técnica que aborda o desafio dos modelos específicos de origem por meio do mapeamento de semelhanças das fontes.

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“Ao estabelecer um processo que identifica padrões semelhantes entre as fontes de água, a detecção de fluorescência se torna uma opção viável para a detecção precisa de hidrocarbonetos e pesticidas em tempo real”, afirmou Li ao site Phys.org.

Durante o processo de teste, os cientistas procuram formas exclusivas de sinais de fluorescência. Cada forma única indica a presença de impurezas e os ajuda a determinar o que é a impureza e a distingui-la de outros compostos.

Água contaminada com hidrocarbonetos é considerada cancerígena e pode ser perigosa ou tóxica também para a flora e a fauna.

Agora, os pesquisadores querem aplicar o uso dessa nova técnica para detectar e monitorar produtos químicos, como os principais contaminantes tóxicos em bacias de rejeitos de areia oleosa que podem impactar as águas superficiais e subterrâneas.

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