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Dados de uma pesquisa feita pela Universidade da Califórnia revelam que mulheres grávidas e seus respectivos bebês tem em seus corpos 109 produtos químicos. Dentre essas substâncias, 55 ainda não haviam sido encontradas em humanos. Ainda incluem na lista agrotóxicos, pesticidas, cosméticos e outros aditivos. O estudo foi publicado na revista Environmental Science & Technology, no último dia 17 de março.

“Esses produtos químicos provavelmente estão nas pessoas há algum tempo, incluindo mulheres grávidas, mas a tecnologia agora está ajudando a identificar mais deles”, disse Tracey J. Woodruff, professora de obstetrícia, ginecologia e ciências reprodutivas, que participou do estudo.

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“É alarmante que continuemos vendo certos produtos químicos viajarem de mulheres grávidas para seus filhos, o que significa que essas substâncias podem estar conosco por gerações, completou ainda.

Dificuldade para identificar produtos químicos

Apesar de ser possível identificar esses produtos, eles precisam ser confirmados por meio de uma análise mais completa, que compara o material com uma versão pura, disponibilizada pelos fabricantes. Acontece que nem sempre as empresas liberam para testes essas versões dos compostos conhecidas como “padrão analítico”, o que dificulta o estudo.

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“Essas novas tecnologias são promissoras para nos permitir identificar mais produtos químicos nas pessoas, mas os resultados do nosso estudo também deixam claro que os fabricantes de precisam fornecer padrões analíticos para que possamos confirmar a presença de substâncias e avaliar sua toxicidade”, disse o vice-líder da pesquisa, Dimitri Panagopoulos Abrahamsso.

Os 109 produtos químicos encontrados nas amostras de sangue de mulheres grávidas e de seus bebês são bem variados. 40 são usados ​​como plastificantes, 28 em cosméticos, 25 em produtos de consumo, 29 como produtos farmacêuticos, 23 como pesticidas, 3 como retardadores de chama e 7 são compostos de fluorosurfactante, que são utilizados ​​em carpetes, estofados e outras aplicações.

Imagem de destaque: Daniel Reche (Pexels)

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