Os PCs gamers da empresa Alienware, uma subsidiária da Dell focada em computadores para jogos, foram banidos de cinco estados dos EUA, incluindo a Califórnia. A proibição se deu porque as máquinas têm um poder de processamento de imagem muito grande, fazendo com que seu consumo de energia seja muito mais alto do que o dos computadores comuns.

A proibição acontece por conta de restrições aplicadas recentemente para tentar diminuir o consumo energético vindo do uso de aparelhos eletrônicos, incluindo computadores pessoais. Os PCs gamers da Alienware banidos nos estados da Califórnia, Colorado, Havaí, Oregon, Vermont e Washington são o Alienware Aurora Ryzen Edition R10 e Alienware Aurora Ryzen Edition R12.

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Nos cinco estados mencionados, nenhum desses dois modelos pode ser vendido legalmente, por conta disso, a Dell colocou um aviso em sua loja online, informando que vai cancelar automaticamente qualquer pedido que tenha o ZIP code, que é o equivalente ao nosso Código de Endereçamento Postal (CEP), de um desses estados como destino.

Proibido na parte, permitido no todo

Os PCs gamers da Alienware estão em conformidade com o Energy Star, um programa federal da Agência de Proteção Ambiental dos EUA que visa promover a eficiência energética. Porém, eles não estão em conformidade com as novas e rigorosas leis da Califórnia e dos outros quatro estados em relação ao consumo doméstico de energia.

PC Gamer Alienware Aurora R12, da Dell
O Aurora R12 é equipado com uma fonte de alimentação de 1.000 watts. Crédito: Dell/Divulgação

De acordo com a Dell, o Aurora R12 é equipado com uma fonte de alimentação de 1.000 watts, que consome praticamente a mesma quantidade de energia que um aparelho de ar-condicionado residencial. Porém, esse nível de consumo só é atingido quando o computador é usado para tarefas mais intensivas de computação.

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Mas há uma ironia nisso tudo, as restrições que manterão alguns PCs gamers banidos da Califórnia podem não se aplicar a outros equipamentos, que consomem tanta energia quanto eles e são mais prejudiciais ao meio ambiente, como as plataformas profissionais de mineração de criptomoedas, que podem “driblar” a nova legislação por não serem considerados eletrônicos pessoais.

Com informações do Futurism

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