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O estudo “Alerta dos cientistas mundiais sobre uma emergência climática 2021″, publicado na revista BioSciense e endossado por quase 14.000 cientistas, aponta que o planeta Terra terá “sofrimento indescritível” após colapso ambiental.
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“Os sinais vitais planetários atualizados que apresentamos refletem as consequências de negócios implacáveis como sempre. Uma grande lição da Covid-19 é que mesmo uma redução colossal de transporte e consumo não são suficientes e que, em vez disso, mudanças transformacionais no sistema são necessárias. E elas devem estar acima da política”, alerta o relatório.
O fim do uso de combustíveis fósseis, o fim das emissões de carbono e a proteção e restauração de florestas são as soluções apresentadas no levantamento: “A implementação dessas três políticas em breve ajudará a garantir a sustentabilidade de longo prazo da civilização humana e dará às gerações futuras a oportunidade de prosperar. A velocidade da mudança é essencial, e novas políticas climáticas devem fazer parte dos planos de recuperação da Covid-19”.
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“Em 2019, William J Ripple (professor de ecologia na Oregon State University no Departamento de Ecossistemas Florestais e Sociedade) e colegas alertaram para um sofrimento indizível e declararam uma emergência climática junto com mais de 11.000 cientistas de 153 países”, diz o documento.
“Há também evidências crescentes de que estamos nos aproximando ou já cruzamos pontos de inflexão associados a partes críticas do sistema terrestre, incluindo as camadas de gelo da Antártica Ocidental e da Groenlândia, recifes de coral de água quente e a floresta amazônica”, completa o estudo.
Floresta amazônica atua como fonte de carbono e não o contrário
O relatório alerta que a taxa anual de perda florestal na Amazônia brasileira aumentou em 2019 e 2020, atingindo o máximo em 12 anos de 1,11 milhão de hectares destruídos. “O aumento foi provavelmente devido ao enfraquecimento da fiscalização do desmatamento, desencadeando um forte aumento no desmatamento ilegal para gado e soja. A degradação da floresta devido a incêndios, secas, exploração madeireira e fragmentação fez com que esta região atue como uma fonte de carbono em vez de um sumidouro de carbono”, afirma o texto.
“Três importantes gases de efeito estufa, dióxido de carbono, metano e óxido nitroso, todos estabeleceram novos recordes até o momento para as concentrações atmosféricas em 2020 e 2021. Em abril de 2021, a concentração de dióxido de carbono atingiu 416 partes por milhão, a maior concentração média global mensal já registrada. O ano de 2020 foi o segundo ano mais quente já registrado, e todos os cinco anos mais quentes já registrados ocorreram desde 2015”, pontua.
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