Uma pesquisa norte-americana sobre envelhecimento saudável mostrou que a pandemia de Covid-19 afetou e muito a vida de pessoas idosas e adultos mais velhos, na faixa de 50 e 80 anos de idade.

O estudo mostra que mais de um terço das pessoas dessa idade relatam que sua atividade física diminuiu nos 10 primeiros meses da crise sanitária, enquanto um quarto afirma estar em pior condição física agora do que no começo da pandemia.

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Idosa de máscara sentada em uma poltrona amarela
Pandemia de Covid-19 pode ter aumentou o risco de queda de idosos. Imagem: Da Antipina/Shutterstock

As pessoas nessas condições físicas apontam que sentem mais medo de sofrer algum acidente doméstico, como uma queda. E combinando este temor com a piora do condicionamento físico, muitas pessoas podem se ferir e perder a independência.

Entre os 2 mil entrevistados, foi possível constatar que 25% sofreu alguma queda entre março de 2020 e janeiro de 2021, 40% dessas pessoas já caíram mais de uma vez.

“Muitos adultos mais velhos caem a cada ano, e a pandemia não foi exceção. Muitas quedas resultam em pelo menos uma lesão leve nessa faixa etária, e um terço requer atenção médica”, disse o pesquisador Geoffrey Hoffman.

“O condicionamento físico pode fazer uma grande diferença para manter a independência, incluindo evitar uma queda, mas também na maneira como alguém reage e se recupera de uma queda. Concentrando-se na prevenção agora, incluindo saúde física e atividade, mas também segurança doméstica e fatores sociais que podem aumentar o risco, é crucial”, completou.

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O Medical Express afirmou que nos Estados Unidos as quedas domésticas são responsáveis pela morte de mais de 32 mil idosos e o número cresce constantemente nos últimos anos, segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças.

A pesquisa relata que 32% dos adultos que tiveram queda dizem não ter companhia, este grupo também é o que relatou a maior piora no condicionamento físico e mobilidade. “Precisamos recuperar o tempo perdido e colocar os idosos nos trilhos, ou de volta aos trilhos, com os tipos de movimento e fortalecimento que podem salvaguardar sua independência, reduzindo o risco de quedas ou de lesões graves relacionadas a quedas. Melhor ainda se isso acontece em conjunto com a interação social”, disse o pesquisador.

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