Um grupo de pesquisadores de Vanderbilt estão procurando o ponto falho das células cancerosas que sobrevivem à quimioterapia inicial. Michael King, presidente do Departamento de Engenharia Biomédica, e Joshua D. Greenlee, pesquisador graduado em engenharia biomédica, estão investigando se uma proteína natural produzida em células do sistema imunológico, chamada TRAIL, é eficaz em matar células cancerosas do cólon.

Portanto, o conhecimento pode permitir o desenvolvimento de novas terapias que tornem as células cancerosas agressivas mais fáceis de matar antes de se espalharem para outras partes do corpo.

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Os pesquisadores descobriram que o TRAIL é mais eficaz em matar essas células cancerosas do cólon resistentes a drogas. “Descobrimos que essas células tinham maiores quantidades de uma proteína chamada receptor de morte 4 na superfície da célula”, afirmou Greenlee. 

“Esse receptor faz exatamente o que o nome sugere, causa a morte da célula ao se ligar ao TRAIL. Também descobrimos que esses receptores de morte tinham maior probabilidade de se agrupar na membrana celular no que é conhecido como ‘jangadas de lipídios’. Quando esses receptores são encontrados dentro dessas jangadas, o TRAIL é ainda mais eficaz em matar as células cancerosas”, continuou.

Duas células cancerosas em tons de rosa
Células cancerosas
Imagem: Shutterstock

Através desse conhecimento, a equipe desenvolvem nanopartículas que matam efetivamente 57% das células cancerosas no sangue de pacientes com câncer de cólon resistente a quimio avançado. Sendo que em algumas amostras de sangue de pacientes, as nanopartículas destruíram todas as células cancerosas detectáveis, pontuou King.

Quando o câncer colorretal se espalha para outros órgãos do corpo, os pacientes precisam de quimioterapia. Pois o momento em que normalmente é bem-sucedida a tentativa de matar células cancerosas, principalmente no início do tratamento. Além disso, as células sobreviventes mais fortes desenvolvem resistência ao tratamento e podem formar tumores novos e mais letais.

“Esses resultados são particularmente encorajadores para pacientes com câncer colorretal que falharam na quimioterapia”, explicou King, professor de engenharia da J. Lawrence Wilson. Para ele, “pacientes com doença metastática que falharam na quimioterapia geralmente ficam com poucas opções de tratamento.”

Ademais, outras pesquisas serão direcionadas para descobrir quais drogas alteram as composições em células cancerosas e influenciam suas interações com os receptores de morte, aumentando assim, os benefícios terapêuticos, segundo King.

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Fonte: Medical Xpress

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