A Qualcomm acaba de ganhar uma concorrente de peso no segmento de chips para smartwatches. A Samsung anunciou nesta terça-feira (10) o lançamento do Exynos W920, chip que será utilizado na linha Galaxy Watch 4, que será anunciada no evento Samsung Unpacked desta quarta-feira (11).

O novo chip é sucessor do Exynos W9110, chip usado no primeiro Galaxy Watch, lançado em agosto de 2018. Equipado com dois núcleos ARM Cortex-A55 CPU e GPU ARM Mali-G68 GPU, ele tem desempenho computacional 20% superior ao de seu antecessor, mas desempenho gráfico 10 vezes melhor, segundo a Samsung.

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Todo esse poderio, afirma a empresa, permite que apps abram mais rapidamente e as interfaces exibam efeitos 3D mais atraentes em telas com resolução de até 960 x 540 pixels, ou qHD. Mais importante é o fato de que o chip é produzido em um processo de 5 nm, o que permite que o componente seja menor, produza menos calor e consuma menos energia.

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O Exynos W920 também tem um modem 4G LTE Cat. 4 para comunicação sem fios, e um receptor GPS (descrito como “GNSS L1”) para navegação. O chip foi projetado para o uso com uma “nova plataforma unificada para wearables” desenvolvida em conjunto com o Google, o Wear OS 3, e estará disponível “em um modelo do Galaxy Watch que está por vir”. 

Novo WearOS está causando controvérsia

A nova geração do Wear OS tem gerado controvérsia. O sistema operacional é uma fusão do Wear OS original, desenvolvido pelo Google, com o Tizen, desenvolvido pela Samsung e usado em quase todos os smartwatches da empresa. Inicialmente o Google não se comprometeu em oferecer aos aparelhos atualmente no mercado um caminho para uma atualização de sistema operacional.

Em declaração ao site XDA Developers, um porta-voz da empresa afirmou que “a experiência do usuário é uma prioridade para nós. Não confirmamos a elegibilidade ou o cronograma de atualização dos smartwatches Wear OS para a nova plataforma unificada. Existem muitos requisitos técnicos para executar a plataforma, que garantem que todos os componentes da experiência do usuário sejam otimizados”.

Galaxy Watch 4 terá novo chip e novo sistema operacional. Imagem: Amazon Canada

Ou seja, o Google não promete uma atualização para os aparelhos atuais, citando o velho motivo da “experiência de uso”. A empresa dá a entender que um smartwatch atual rodando a nova plataforma não teria um desempenho satisfatório para os usuários, algo que qualquer um que já tentou atualizar um smartphone muito antigo para uma versão recente de seu sistema operacional pode compreender.

Mas a Qualcomm, que desenvolve os chipsets usados em aparelhos com o WearOS, discorda. Também em declaração ao XDA Developers, um porta-voz da empresa afirmou que seus chipsets mais recentes, e mesmo os mais antigos, são capazes de rodar o novo sistema. Mas que tudo “depende do Google”.

“Estamos trabalhando com o Google para trazer o Wear OS 3.0 para as plataformas Snapdragon Wear 4100+ e 4100. As plataformas Snapdragon Wear 3100, 4100+ e 4100 são capazes de executar o Wear OS 3.0, mas não estamos discutindo detalhes neste momento”, disse.

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