A eficácia de uma vacina pode sofrer alterações em pessoas que possuem um sistema imunológico fragilizado por alguma doença, tratamento ou condição. Por conta disso, uma pesquisa feita na Turquia avaliou o grau de proteção da CoronaVac em pacientes com câncer e o resultado mostra que 68% dos participantes geraram anticorpos contra a Covid-19.

Além disso, nenhum paciente observado teve Covid-19 após ser vacinado com as duas doses. O período de acompanhamento foi de 85 dias. O estudo aconteceu entre janeiro e abril e contou com a participação de 47 pacientes em tratamento contra tumores sólidos. Os resultados foram publicados na Future Oncology no começo de agosto.

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CoronaVac em pacientes com câncer

A maior parte dos pacientes estava com a doença em estágio avançado e recebendo tratamento paliativo. A média de idade foi de 73 anos. Os câncer mais comum observado no grupo foi o de cólon, seguido pelo de mama, pulmão e geniturinário. Nenhum dos participantes teve infecção por Covid-19 antes.

Além da eficácia, a pesquisa comprovou a segurança da CoronaVac em pacientes com Câncer. Cerca de 18% dos participantes tiveram efeitos adversos após a primeira dose e 23% depois da segunda. Ninguém sofreu de efeitos graves.

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Além de pessoas com câncer, um estudo do Hospital das Clínicas da USP atestou a segurança da CoronaVac em pacientes imunossuprimidos. A vacina produzida no Butantan gerou um aumento de 70% nos anticorpos de pacientes com doenças reumáticas duas semanas após a segunda dose. O nível de anticorpos de defesa gerados nos imunossuprimidos foi de 70,4%, enquanto no grupo controle foi de 95%.

“Não tivemos nenhum caso de efeito colateral grave ou moderado entre os pacientes, mesmo sabendo que isso poderia ser esperado entre imunossuprimidos. Só tivemos efeitos colaterais leves. A CoronaVac é uma vacina altamente segura”, explicou a diretora clínica do Eloisa Bonfá.

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