O Fundo de Investimento Público (PIF) da Arábia Saudita está adquirindo 30% das ações da montadora italiana Pagani Automobili. A instituição saudita está fazendo grandes investimentos na indústria de energia para diversificar as fontes de receita do país e estabelecer novas indústrias fora dos motores de combustão.

A decisão do PIF vem como preparação para o salto transicional de veículos, já que mais e mais países estão se preparando para eliminar os veículos com motores de combustão interna. Além da Pagani, o fundo árabe adquiriu, em 2018, uma pequena participação na Tesla Inc.

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Como indicador de sucesso para a parceria, a Pagani Automobili destaca seu desempenho financeiro nos últimos anos. A empresa aponta ter registrado resultados recordes em 2020, quando a pandemia destruiu o potencial de lucro para muitas outras marcas tradicionais.

Novos caminhos para o Huayra

Para a marca italiana, a compra é vista como uma parceria estratégica de longo prazo, já que a família Pagani mantém o controle acionário da empresa. O fundador, Horacio Pagani, permanece na liderança da instituição, atuando como CEO e diretor de design da montadora.

O investimento do PIF alimenta o potencial para que a montadora desenvolva um sucessor totalmente novo para seu carro-chefe altamente conceituado — o superesportivo Huayra. Além disso, é esperado que a Pagani forneça soluções alternativas de trem de força, inclusive no campo dos carros elétricos, rondado pela empresa em meados de 2018.

O superesportivo Huayra é o principal nome da Pagani, tendo estreado em 2012 ao substituir o lendário Zonda. Desde então, o Huayra foi sendo lançado em diversas roupagens, usando um exclusivo motor V12 de 6 litros, desenvolvido pela Mercedes e que não é usado por nenhuma outra marca. Com essa parceria, é possível que a linha persista com motor elétrico.

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Fabricante surgiu de engenheiro argentino em 1992

Horacio Pagani é um engenheiro que nasceu na Argentina e, desde muito jovem, demonstrou talento para construir e projetar carros de estrada e de corrida. À conselho do técnico Oreste Berta e com o patrocínio do pentacampeão Juan Manuel Fangio, Pagani e sua família emigraram para a Itália. Após trabalhar para a Lamborghini por um tempo, Pagani abriu sua própria fábrica de automóveis no país, em 1992.

A empresa pretende continuar seu “caminho de inovação no mercado de hipercarros”. Ao mesmo tempo, tendo o foco em explorar novas oportunidades de crescimento no segmento de lifestyle, com o lançamento de uma nova divisão, chamada Pagani Arte.

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