Em 2021, mais precisamente em 24 de agosto de 2011, Tim Cook assumiu o comando da Apple – exatos 10 anos atrás. Um dos trunfos do executivo foi transformar a companhia em uma empresa prodígio, com resultados financeiros quase sempre acima das expectativas.

Contudo, sua tarefa não foi nada fácil: Cook teve de “calçar os sapatos” de ninguém menos que Steve Jobs, o excêntrico fundador da empresa, que era conhecido pelo seu perfil “linha dura” e um dos responsáveis por apresentar ao mercado produtos que redefiniram os padrões da indústria, como os clássicos iMac, iPod, iPhone e iPad.

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Desde 2011, Cook segue reforçando a posição de vanguarda da Apple com uma série de novidades, incluindo gadgets como o Apple Watch e a linha de fones de ouvido AirPods.

De forma geral, a Apple é muito maior hoje do que foi na era Jobs. Duvida? Veja abaixo um compilado com os principais feitos do CEO na última década:

Valor de mercado

De início, a diferença nos números desde o trimestre em que Cook assumiu o cargo de CEO já mostra o quanto a Apple cresceu.

No terceiro trimestre fiscal de 2011, a companhia reportou uma receita de US$ 28,57 bilhões. Em 2021, no mesmo trimestre, a empresa de Cupertino registrou US$ 81,4 bilhões em vendas – um aumento de quase três vezes.

Sozinho, o iPhone foi responsável por quase US$ 39,6 bilhões dessa quantia.

Fachada da Apple
Apple é a empresa mais valiosa do mundo. Imagem: canadastock/Shutterstock

Além disso, a Apple é atualmente considerada a empresa mais valiosa do planeta (mais de US$ 2,4 trilhões), superando outras gigantes como Amazon e Microsoft.

Segundo cálculos da CNBC, um investimento de US$ 1 mil em ações da Apple no dia 24 de agosto de 2011 valeria cerca de US$ 16.866 nesta segunda-feira (23), o que corresponde a uma taxa de retorno anual de mais de 32%.

Oferta de novos serviços

Outro fator que impulsiona a capitalização de mercado da Apple é o foco da empresa em serviços – algo que a empresa persegue desde 2016.

Nesta categoria, estão inclusos assinaturas de plataformas como iCloud e Apple Music, além da oferta de serviços agrupados em uma única assinatura, com o Apple One.

Essa divisão do negócio cresceu de US$ 2,95 bilhões em 2011 para US$ 53,77 bilhões no ano fiscal de 2020.

Vendas com produtos

Apesar de não ser tão focado em produtos quanto seu antecessor, Cook também conseguiu emplacar novidades de sucesso no mercado.

Em abril de 2015, a Apple anunciava a primeira versão do Apple Watch. Embora a empresa nunca tenha divulgado números de vendas unitárias do relógio inteligente, uma estimativa da Counterpoint Research diz que a Apple vendeu 33,9 milhões de unidades do gagdet em 2020.

No ano seguinte, em setembro de 2016, a empresa lançou os AirPods, um substituto mais moderno dos EarPods.

Cook mantinha a visão futurista de Jobs: “Wireless é o futuro”, disse ele durante o lançamento dos fones. E, pela movimentação que o mercado fez nos anos seguintes nesse sentido, podemos dizer que ele estava certo.

De acordo com levantamento da Strategy Analytics, a nova linha de produtos também contribuiu bastante para a receita da empresa e foi responsável ​​por pouco menos da metade de todas as vendas de fones de ouvido sem fio no ano passado – o que coloca a empresa na liderança nesse mercado.

Com o Apple Watch e os AirPods consolidados no varejo, a categoria “periféricos e outros hardwares” registrou no ano passado US$ 2,3 bilhões em vendas – valor bem acima dos US$ 30,6 bilhões registrados em 2011, quando Cook assumiu o comando da empresa.

O principal produto da Apple, no entanto, continua sendo o iPhone, que respondeu por 47% das vendas no último trimestre.

Quando Cook assumiu, o modelo do momento era o iPhone 4, com câmera de 5 megapixels e tela de 3,5 polegadas.

Atualmente, os dispositivos vêm equipados com várias câmeras, telas de 6,7 polegadas e um processador que rivaliza com os chips mais potentes da atualidade.

Os preços dos iPhones também subiram: o iPhone 4 era vendido nos EUA por US$ 599 no modelo mais básico. Hoje, a versão Pro do smartphone custa a partir de US$ 999.

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Novos desafios à frente

Atualmente, a Apple conta com 147 mil funcionários em vários países ao redor do mundo. As operações globais também criaram desafios para a empresa.

Cook conduziu pessoalmente discussões com o ex-presidente Trump, enquanto os EUA impunham tarifas sobre os produtos importados da China pela Apple.

A companhia enfrentou também a pressão de outros países sobre como opera seus serviços na nuvem. Ainda este ano, um juiz da Califórnia decidirá se a Apple infringiu ou não as leis antitruste do país – uma discussão motivada pelo processo da Epic Games.

Cook, inclusive, testemunhou no tribunal pela primeira vez como CEO durante esse julgamento, de tão expressiva que foi a batalha.

A Apple também é questionada sobre qual será o seu próximo grande produto. O investimento na pesquisa de carros elétricos autônomos, por exemplo, é alto, mas ainda sem nenhuma data de lançamento prevista.

A companhia também está trabalhando no segmento de realidade virtual e fones de ouvido de realidade aumentada – patente registrada em 2019 e que deve representar uma nova categoria de produtos para o portfólio da empresa em algum momento.

“Continuamos focados em apoiar a resposta global à pandemia e fornecer os melhores produtos e serviços para as pessoas”, disse Cook, em teleconferência com analistas em julho.

Ele enfatizou na ocasião que, para a Apple, a maior fonte de inspiração – ao contrário do que muitas pessoas podem pensar – não é a tecnologia em si, “mas ajudar pessoas a usá-la em suas próprias vidas de maneiras – grandiosas ou pequenas -, para escrever um romance ou ler um; para cuidar de um paciente doente, ou ver virtualmente um médico para rastrear seus batimentos cardíacos, seja durante uma corrida ou para treinar para as Olimpíadas.”

Crédito da imagem principal: Laura Hutton/Shutterstock

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