O uso das criptomoedas entre os criminosos é um dos pontos principais de crítica contra o bitcoin e os demais ativos digitais.

Há dois anos, a promotora sueca Tove Kullberg chegou a argumentar nos tribunais do país que um criminoso deveria perder todo o seu rendimento obtidos de forma ilícita (36 bitcoins) — o que na época valia cerca de US$ 137 mil.

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O valor da criptomoeda, fato que é notícia quase semanal, disparou desde a condenação. Por isso, quando o órgão fiscal do país decidiu leiloar os ativos, apenas três unidades foram vendidas.

Bitcoins
Caso foi o primeiro envolvendo apreensão de criptomoedas no país. Imagem: Dmitry Demidko/Unsplash

Por ora, as autoridades decidiram devolver os 33 bitcoins restantes ao traficante, o que, até o momento de publicação da nota, equivale a cerca de US$ 1,55 milhão.

A promotora acrescenta que este foi o primeiro caso na história jurídica do país em que uma criptomoeda foi apreendida, portanto, não havia precedente legal a ser examinado.

“Deveríamos investir em educação interna, já que a criptomoeda será um fator com o qual lidaremos muito mais”, relata Kullberg. “Quanto mais aumentarmos o nível de conhecimento dentro da organização, menos erros cometeremos”.

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No fim, como as transações criptográficas não podem ser rastreadas por governos e outras autoridades, elas infelizmente ainda figuram como a modalidade de pagamento preferida entre os criminosos.

Via: New York Post

Receita Federal dos EUA já apreendeu US$ 1,2 bi em criptomoedas

O IRS (Internal Revenue Service, a Receita do Governo Federal dos Estados Unidos) anunciou que confiscou uma quantidade recorde de criptomoedas em 2021. Segundo Jarod Koopman, diretor da unidade de crimes cibernéticos da organização, foram apreendidos o equivalente a US$ 1,2 bilhão em moedas digitais.

Em comparação, Koopman aponta que o confisco de 2019 foi de US$ 700 mil e, em 2020, esse número saltou para US$ 137 milhões. Ou seja, em 2021 o número foi quase 10 vezes maior do que o total registrado em todo o ano passado.

Assim como no caso sueco, o governo americano costuma organizar leilões para negociar parte do seu estoque de criptomoedas após a apreensão. Esse processo começou após a queda da “Silk Road” (em português, “Rota da Seda”), um mercado virtual ilegal que vendia drogas e armas de fogo na ‘deep web’ em troca de bitcoins.

Crédito da imagem principal: Yellowj/Shutterstock

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