A GM anunciou nesta quinta-feira (2) que vai interromper temporariamente a produção de oito fábricas na América do Norte em razão da crise de chips semicondutores. Entre as plantas afetadas pela medida, estão Fort Wayne, no estado de Indiana (EUA), e Silao, no México, ambas responsáveis pela fabricação da Chevrolet Silverado, a picape mais vendida da montadora nos Estados Unidos.

“Durante o tempo de inatividade, vamos reparar e enviar veículos inacabados de algumas plantas impactadas, como Fort Wayne e Silao (México), para concessionárias nos ajudarem a entender a demanda dos clientes”, disse um porta-voz da montadora, por e-mail, ao site The Verge.

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“A situação segue complexa e fluida, mas estamos confiantes na nossa capacidade de encontrar soluções criativas para minimizar o impacto [da crise] em nossos veículos de maior demanda e capacidade restrita.”

Fábrica da Chevrolet em São Caetano do Sul (SP); semicondutores afetam produção de carros. Imagem: Divulgação/GM
Fábrica da Chevrolet em São Caetano do Sul (SP); semicondutores também afetaram produção de carros no Brasil. (Imagem: Divulgação/GM)

Nos EUA, a produção será interrompida ainda nas fábricas de Wentzville, no Missouri; Spring Hill, no Tennessee; e Lansing, em Michigan. Outras três plantas no México e no Canadá também ficarão paradas.

Entre a lista de veículos afetados, estão modelos produzidos por Chevrolet (Silverado, Cheyenne, Traverse, Equinox e Express), GMC (Acadia, Sierra, Savana e Terrain), Buick (Enclave) e Cadillac (XT5 e XT6).

Crise pode custar US$ 2 bilhões à montadora

Esta é a segunda vez em 2021 que a GM fecha temporariamente uma parte de suas fábricas nos Estados Unidos. Em fevereiro, a maior montadora do país chegou a paralisar suas plantas no estado de Kansas por duas semanas. No Brasil, em junho, a produção do Chevrolet Onix também chegou a ficar comprometida por conta da escassez de semicondutores.

A GM ainda não especificou exatamente o tamanho do prejuízo na produção em razão da crise dos chips. No entanto, a CEO da empresa, Mary Barra, explicou, durante uma recente conferência de lucros, que as equipes de compra, fabricação, engenharia e vendas estão remanejando os chips de carros e SUVs menores para picapes, SUVs maiores e veículos elétricos. No mesmo evento, chegou-se à conclusão de que a interrupção deve custar entre US$ 1,5 bilhão e US$ 2 bilhões (impostos não-inclusos) à receita de lucros da empresa.

Vale lembrar ainda que o episódio com a GM não é um caso isolado. Boa parte das montadoras no mundo, entre elas Volkswagen e Ford, tiveram que fechar temporariamente uma parcela de suas fábricas.

Mesmo a Tesla, que possui um volume menor de produção, vai atrasar o lançamento do Roadster para 2023 por conta da escassez de chips. “A situação de escassez global segue muito séria”, disse o CEO da empresa, Elon Musk, durante uma recente teleconferência de lucros.

Via The Verge

Imagem de capa: Linda Parton/Shutterstock

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