A farmacêutica Moderna Inc. e sua parceira japonesa Takeda Pharmaceutical Co. afirmaram que atualmente não há evidências que liguem as mortes de dois homens no Japão às partículas de aço inoxidável encontradas nos frascos da vacina Moderna. Em comunicado, as instituições acrescentaram que os casos são considerados coincidências e uma investigação está sendo feita para mais esclarecimentos.

O Japão suspendeu na semana passada 1,6 milhão de vacinas da Moderna devido a suspeita de contaminação de alguns lotes. Segundo informações da Bloomberg, no sábado (28) o Ministério da Saúde japonês informou que dois homens que haviam recebido doses de um dos lotes suspensos haviam morrido, o que exigiu ainda mais a necessidade de uma análise.

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Ampola com uma vacina da Moderna
Moderna afirma que não há evidências de que mortes no Japão foram causadas por vacinas contaminadas. Crédito: Rafapress/Shutterstock

A investigação devido a contaminação mostrou que as substâncias estranhas na vacina eram de aço inoxidável. De acordo com a Takeda, a distribuidora local da injeção da Moderna no Japão, as partículas provavelmente entraram nos frascos devido a um processo incorreto na linha de fabricação.

A distribuidora também ressaltou que, mesmo com a contaminação, as partículas não devem causar danos à saúde de quem recebeu às doses, a não ser uma reação local se injetadas no músculo.

Além disso, ainda de acordo com a Bloomberg, o Ministério da Saúde do Japão também esclareceu que as doses recebidas pelos dois homens que morreram não faziam parte dos lotes contaminados, mas também foi suspenso por precaução, já que o lote foi produzido na mesma instalação em um horário semelhante aos investigados.

A Rovi AS, parceira de fabricação da Moderna, garantiu que nenhum outro lote foi contaminado além dos relatados.

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O Japão está com cerca de 46% de sua população vacinada, ao menos 130,9 milhões de doses de vacina já foram administradas, segundo dados do governo do país. O acordo do Japão com a vacina da Moderna visa entregar 100 milhões de doses, parte este ano e a outra metade em 2022.

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