Dois eventos globais importantes acontecem neste ano, por iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU), por meio dos quais serão discutidas estratégias para enfrentamento do que a entidade chama de “desafio duplo”: lutar contra as mudanças climáticas e garantir que os países mais pobres possam se desenvolver de forma sustentável. A energia é um tema central em ambos.

ONU convoca líderes globais para tratar de energia renovável como forma de combate aos efeitos das mudanças climáticas. Imagem: Drop of Light – Shutterstock

Pela primeira vez em quatro décadas, a Assembleia Geral da ONU está convocando uma cúpula de líderes mundiais focada exclusivamente em energia. Se tudo correr como planejado, na próxima sexta-feira (24), os governantes debaterão táticas que incluem triplicar o investimento em energia renovável e tornar acessível energia moderna e limpa para todos os lugares, em um prazo de dez anos.

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Cúpula do clima da ONU avalia o cumprimento do Acordo de Paris

De acordo com o The Conversation, o segundo evento é a conferência climática da ONU, que acontece em novembro. Na ocasião, negociadores representando nações ao redor do mundo serão solicitados a intensificar os esforços de seus países para reduzir suas emissões de gases de efeito estufa.

Neste ano, a cúpula do clima irá avaliar, pela primeira vez, o progresso em direção ao cumprimento do acordo climático em Paris, estabelecido em 2015. 

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Nesta sexta-feira (17), o presidente dos EUA, Joe Biden, anunciou planos de um compromisso do país e da União Europeia de reduzir as emissões de metano em 30% dentro da década e incentivou outros países a aderirem.

Apesar das metas ambiciosas dos EUA e de muitos outros países, as emissões mundiais de gases de efeito estufa continuaram a aumentar. O ano de 2020 foi uma breve exceção – as emissões caíram significativamente devido à pandemia de Covid-19 – mas essa tendência já foi revertida à medida que as economias vão se recuperando.

As declarações divulgadas pelos líderes mundiais após as recentes reuniões do G7 e do G20 destacaram o reconhecimento do problema. Ainda assim, poucos países e empresas apresentam planos e orçamentos detalhados para cumprir suas próprias metas de alto nível.

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