A Volvo anunciou na quinta-feira (23) que não vai mais usar couro na fabricação de seus carros elétricos. A montadora sueca planeja lançar nos próximos anos uma linha completamente nova de automóveis movidos a bateria — padrão que será adotado em 100% da produção até 2030.

No lugar do couro, a Volvo vai empregar nessa nova linha um componente chamado “Nordico”, desenhado e criado pela própria empresa, no que ela diz ser o “novo padrão para um design interno premium”. O “Nordico”, diz a montadora, consiste em uma liga de têxteis produzidos a partir de garrafas PET e cortiças recicladas e um “material bioatribuído” proveniente das florestas da Escandinávia.

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O novo componente fará sua estreia somente no próximo modelo da Volvo. Mas o C40 Recharge, lançado no início deste ano, já é o primeiro modelo a não ter revestimento interno feito de pele animal.

A Volvo continuará a oferecer opções com lã produzida por fornecedores certificados em carros híbridos. Nisso, a empresa diz que busca garantir total rastreabilidade do bem-estar animal em sua cadeia de suprimentos.

“Ser um fabricante de automóveis progressista significa que precisamos abordar todas as áreas da sustentabilidade, não apenas o CO2”, diz Stuart Templar, diretor de sustentabilidade global da Volvo, em comunicado à imprensa. “A compra responsável é parte importante desse trabalho, incluindo o respeito ao bem-estar animal. Parar de usar couro nos nossos carros elétricos puros é um bom próximo passo para resolver esse problema.”

Volvo C40 Recharge
Volvo C40 Recharge já é o primeiro modelo a não ter revestimento interno feito de pele animal (Volvo/Divulgação)

Fabricante sueca quer reduzir uso de plástico e borracha

Outra proposta da Volvo é reduzir o emprego de produtos oriundos da pecuária e componentes como plásticos, borracha, lubrificantes e adesivos. Tanto como parte integrante do material de revestimento quanto parte de processos químicos que o compõem.

Na visão de Templar, embora a busca por novos materiais pareça “desafiadora”, não há motivos para evitá-la. “Essa é uma jornada que vale a pena fazer”, diz o executivo. “Ter uma mentalidade verdadeiramente progressista e sustentável significa que precisamos nos fazer perguntas difíceis e tentar ativamente encontrar as respostas.”

Via Electric Car Report

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