A cidade do Rio de Janeiro fez uma “super-repescagem” no último sábado (25) para tentar vacinar contra a Covid-19 os adultos que não tomaram a dose na hora certa. Para atrair ainda mais pessoas, a prefeitura permitiu a “escolha” da marca da vacina na ocasião. O resultado, segundo o LocalizaSUS, do Ministério da Saúde, é que 97,8% das primeiras doses aplicadas nesse dia foram da Pfizer.

Apesar do número, o imunizante também foi aplicado naqueles que não selecionaram uma vacina específica. A prática de “escolha” de vacina é bastante criticada pela Anvisa e outras autoridades. Durante a campanha, foram registradas pessoas que se recusaram a tomar o imunizante de algumas marcas.

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Escolha da vacina no Rio de Janeiro

Com a medida, a cidade também bateu recorde de doses aplicadas em um único dia. No total, foram aplicadas 123.352 doses. Destas, 53.306 primeiras doses, 57.734 foram da segunda dose e 12.312 da dose única (Janssen). Antes, o melhor dia de imunização havia sido em 14 de agosto, também um sábado, quando 97.810 pessoas foram imunizadas sendo 68.607 com a primeira dose e 29.203 com a segunda dose.

A escolha de vacina ocorreu apenas no dia 25, durante a repescagem, e para pessoas que estavam com a dose atrasada. “Esta é uma das poucas ocasiões em que teremos todas as três principais vacinas disponíveis nos postos. Quem está com a imunização atrasada poderá escolher qual vacina tomar amanhã excepcionalmente”, explicou o secretário municipal de Saúde do Rio de Janeiro, Daniel Soranz, ao O Globo, quando a medida foi anunciada.

O mutirão do último sábado vacinou pessoas com a primeira dose atrasada, jovens de 12 anos, segunda dose para todos que estivessem no prazo, além de dose de reforço para idosos com 84 anos ou mais. Não há previsão de um novo dia com escolha da marca de vacina.

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