A Nuvemshop, uma das novas startups unicórnio (avaliada em mais de US$ 1 bilhão) da América Latina, anunciou a compra da plataforma de logística Mandaê — a primeira aquisição após o aporte de R$ 2,6 bilhões anunciado em agosto, que elevou o valor de mercado da empresa para US$ 3,1 bilhões (quase R$ 17 bilhões na cotação atual).

Segundo Santiago Rosa, presidente da empresa especializada em soluções de e-commerce, a ideia é continuar expandindo a presença da Nuvemshop na América Latina além de fortalecer a gama de serviços voltados para os varejistas: “Com a união das duas empresas, fortaleceremos a nossa oferta de serviços, mas continuaremos com o nosso DNA de plataforma aberta”, diz o executivo.

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Com esses novos serviços e o reforço no caixa, outra meta da startup é atrair a atenção de empresas com faturamento acima de R$ 100 milhões para o seu negócio. Adotando essa nova estratégia, a previsão para os próximos cinco anos é obter um crescimento de 20 vezes frente ao atual.

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O que é a Nuvemshop?

Carrinho de compras cheio de caixas ao lado de um notebook ilustrando o conceito de e-commerce
A Nuvemshop opera com a sua própria plataforma de e-commerce voltada para pequenos e médios varejistas. Imagem: Kriang kan/Shutterstock

A Nuvemshop auxilia pequenos varejistas a criar as suas próprias lojas na internet. Ao contrário de concorrentes como o Mercado Livre, por exemplo, o serviço não tem um marketplace. A startup prefere oferecer um ecossistema de ferramentas e aplicativos para que os varejistas possam organizar por conta própria os seus empreendimentos.

Vale lembrar que em julho, a companhia também recebeu uma injeção de R$ 55 milhões para expandir as suas operações. Para 2022, a expectativa da startup é oferecer os seus serviços também no Chile e Peru.

Outro aporte de US$ 90 milhões foi anunciado em março deste ano. Os novos investimentos acompanham o crescimento da startup. Em 2020, a Nuvemshop movimentou R$ 3,5 bilhões e registrou 14 milhões de transações.

Atualmente, a empresa conta com 80 mil comerciantes em sua plataforma no Brasil, Argentina e México (no início de 2020 eram 20 mil).

Créditos da imagem principal: giggsy25/Shutterstock

Fonte: Estadão

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