Dois anos depois de ser aclamado em seu lançamento para PlayStation 4 e PC Windows, o JRPG da Level-5 ‘Ni no Kuni II: Revenant Kingdom’ ganha uma edição especial em um console que, verdade seja dita, combina mais com seu estilo. ‘Ni no Kuni II: Revenant Kingdom Prince’s Edition’ chega ao Nintendo Switch para permitir que o jogador acesse seu universo mágico de qualquer lugar.

E esse é um diferencial importante em favor do console híbrido da empresa do Mario. Com mais de quarenta horas de jogo, ‘Ni no Kuni II’ pode ser mais bem aproveitado quando se é possível jogá-lo a qualquer hora e lugar, sem depender de uma TV ou um computador. E como a beleza do seu visual depende mais das escolhas artísticas de design do que de processamento gráfico propriamente dito, o game não perde nada em desempenho quando rodado na máquina da Nintendo – notavelmente menos poderosa.

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A franquia ‘Ni No Kuni’ conta com um baita pedigree entre os jogos de JRPG. O primeiro título, ‘Ni no Kuni: Dominion of the Dark Djinn’ lançado em 2010, contava com sequências animadas produzidas pelo Studio Ghibli, bem como com toda arte inspirada pelas produções do lendário estúdio de anime. Esse luxo visual ficou ainda mais evidente na versão remasterizada do jogo, ‘Ni no Kuni: Wrath of the White Witch’, lançada no ano seguinte. Completa a magia a trilha sonora original de Joe Hisaishi (de ‘A Viagem de Chihiro’, ‘Vidas ao Vento’ e ‘Porco Rosso: O Último Herói Romântico’, entre outros).

Para a continuação, o Studio Ghibli não se envolveu tão diretamente, mas emprestou um dos seus principais designers de personagens,  Yoshiyuki Momose – e Hisaishi voltou como compositor. ‘Ni no Kuni II’ aprimora diversos aspectos do seu antecessor, especialmente no sistema de combate, que é mais próximo ao que se vê nos JRPGs mais modernos. Sai a batalha por turnos e entra o Active Dimension, com os personagens podendo se mover livremente pelo cenário e realizar ações em tempo real – bem parecido com os ‘Final Fantasy’ mais novos.

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Outro elemento novo são Higgledies, fenômenos naturais que acompanham o jogador nos combates. Esses bichinhos fofinhos dão suporte durante as batalhas, incluindo bônus ofensivos e defensivos, aumentando o poder de ataque dos players e dando assistência nas investidas contra adversários. Cada um conta com seus próprios poderes especiais, e o jogo tem 100 deles para serem coletados. Diferentes combinações de Higgledies podem ser utilizadas como estratégica durante as batalhas.

‘Revenant Kingdom’ também tem um protagonista adulto, Roland Crane, que divide a narrativa com o menino-rei Evan Pettiwhisker Tildrum, e traz um apelo maior aos jogadores mais velhos. A trama começa no nosso mundo, com Roland – que é presidente dos Estados Unidos – sofrendo um atentado e indo parar no reino de Ding Dong Dell, cerca de 100 anos após os acontecimentos do primeiro jogo. Jovem novamente, Roland encontra Evan em meio à um golpe de estado provocado pelo antigo conselheiro do rei, Mausinger.

À princípio, Evan é um garoto mimado, que nunca saiu do palácio, e agora se vê no papel de ter que reconquistar seu reino. Roland, acostumado a liderar no mundo real, pode ser o professor que o menino-gato precisava para amadurecer enquanto governante. Inicialmente fugindo dos ratos liderados por Mausinger, e posteriormente reunindo os elementos que precisa para retomar o castelo, Evan entra em contato com a realidade dos seus súditos, ao mesmo tempo que reúne um grupo diverso de companheiros.

‘Ni no Kuni II: Revenant Kingdom Prince's Edition’ é fantasia no melhor estilo da animação dos estúdios Ghibli. Imagem: Bandai Namco/Divulgação
‘Ni no Kuni II: Revenant Kingdom Prince’s Edition’ é fantasia no melhor estilo da animação dos estúdios Ghibli. Imagem: Bandai Namco/Divulgação

Com seu visual de anime e temática de fantasia infanto-juvenil, ‘Ni no Kuni II: Revenant Kingdom Prince’s Edition’ combina muito com o Switch. A jornada de Evan e Roland é tão fascinante quanto longa, e poder visitá-la sempre que quiser (enquanto você cumpre sua própria jornada) faz do game um título perfeito para o console híbrido. Na tela grande, os gráficos e cores estilo anime transbordam da TV e enchem os olhos. Na tela pequena, o reino de Ding Dong Dell fica acessível mesmo se você estiver fora de casa.

A ‘Prince’s Edition’ do game acompanha todos os DLCs lançados anteriormente, bem como algumas masmorras bônus e roupas extras. Então se você jogou ‘Ni No Kuni II’ no PS4, mas não pegou os pacotes extras, ou nunca experimentou o jogo, essa é a versão definitiva (e pode sair mais em conta do que comprar os DLCs separadamente). ‘Ni no Kuni II: Revenant Kingdom Prince’s Edition’ pode ser encontrado na loja virtual da Nintendo por R$ 159,90 (o que o coloca bem abaixo da média de preço dos lançamentos do console no Brasil). A cópia utilizada neste review foi gentilmente cedida pela Bandai Namco, distribuidora do jogo.

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