A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) permitiu o tratamento de um tipo de câncer de pulmão, que até o momento, não tinha qualquer recurso terapêutico. O medicamento foi desenvolvido pela farmacêutica Janssen e se chama ‘infusional amivantamabe’, desenhado para um tumor letal, que normalmente é diagnosticado em estágio avançado ou com metástase.  

A nova droga atua como subtipo de tumor, ou seja, com uma mutação específica no gene chamado EGFR (receptor do fator de crescimento epidérmico). O remédio age bloqueando a ação de moléculas alteradas, as quais funcionam como um “motor” para o crescimento das células do tumor. O medicamento conseguiu aumentar em até 55% a sobrevida dos pacientes, que já estavam em fase final da doença.

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Isso significa ganhar quase um ano de tempo, por mais que pareça pouco, para quem vive a realidade de um câncer grave, poucos dias podem ser essenciais. Ademais, o médico disse que o câncer de pulmão não é mais visto como uma doença só e sim, como um conjunto de doenças determinadas pelas características das moléculas que compõem as células do câncer.

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“A medicina está ficando muito precisa nos diagnósticos do câncer de pulmão. Damos “nomes”, “sobrenomes” e identificamos características bem específicas do tumor, para então usarmos um medicamento específico. É o que chamamos de medicina de precisão”, esclareceu William Nassib William Junior, diretor médico de Oncologia e Hematologia da Beneficência Portuguesa de São Paulo.

Pessoa acendendo um cigarro
Nopphon_1987/Shutterstock

Cerca de 25% das mortes ocasionadas por câncer em geral são causadas por tumores no órgão e no Brasil, a doença tirou a vida de mais de 29.300 pessoas só em 2020, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca). 

Inclusive, um dos motivos da alta letalidade é o fato de que o diagnóstico costuma ser tardio. Sendo que quando os sintomas aparecem (tosse persistente, catarro com sangue e falta de ar, por exemplo), a doença já está avançada ou já sofreu metástase.

Ao ser identificado cedo, as chances de cura são maiores e por isso, fumantes e ex-fumantes devem começar a rastrear a doença a partir dos 50 anos. Ademais, a principal causa de câncer no pulmão é o tabagismo, então, não fumar e não ficar próximo de quem fuma é o principal método para evitar a doença.

Fonte: O Globo

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