Nesta terça-feira (5), a Locaweb anunciou acordo para a aquisição de 100% da startup de marketing de influência Squid. O valor do acordo chegou aos R$ 176,5 milhões, mas pode ser ainda maior.

Isso porque os sócios da empresa, segundo prevê o acordo, possuem direito a receber um ‘earnout’, ou seja, um valor adicional a depender do atingimento de determinadas metas financeiras delineadas com base na receita líquida de repasse da Squid.

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A movimentação estratégica faz com que a Locaweb entre no mercado de criação de conteúdo e influenciadores, que é amplamente conhecido como “Creator Economy”, cujos números têm apresentado uma evolução considerável nos últimos anos – e devem crescer ainda mais nos próximos.

Imagem mostra a palavra marketing de influência no centro do desenho, ao redor existem outros termos que remetem a esse tipo de trabalho como criação de conteúdo, seguidores em redes sociais, entre outros.
Locaweb entra no mercado de marketing de influência com a compra da Squid, por 176,5 milhões. Crédito: stoatphoto/Shutterstock

A título de comparação, números da Pesquisa ROI & Influência 2021, realizada pela consultoria YouPix, especializada em de negócios para a economia da influência, apontam que 71% das empresas consideram atualmente o marketing de influência como parte importante de suas estratégias de comunicação.

Além disso, o recente relatório do LinkedIn “Empregos em Alta”, cujos resultados trazem luz aos cargos que tiveram maior crescimento entre abril e outubro de 2020 na comparação com o mesmo período de 2019, mostra o marketing de influência como principal competência dentro do mercado de marketing digital, que foi uma das 10 categorias que registraram maior crescimento no último ano.

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Fundada em 2014, a Squid atua no segmento da “Creator Economy” como mediadora entre as duas pontas da influência: os criadores de conteúdo e as agências ou empresas que necessitam realizar campanhas com esses profissionais do mercado digital.

A companhia atua por meio de uma plataforma proprietária que automatiza processos de identificação, recrutamento, gestão e pagamento de influenciadores. O principal diferencial da companhia, no entanto, é o atendimento com prefissionais especializados que fazem a operação por trás das campanhas digitais.

“Desta vez, a nossa estratégia foi entrar no mercado de Creators Economy e não tinha empresa melhor para isso do que a Squid, a maior plataforma focada em conectar criadores de conteúdo com empresas que querem utilizar a relevância e audiência desses influenciadores para fazerem negócios”, afirmou Fernando Cirne, CEO da Locaweb, via LinkedIn. Ainda segundo Cirne, essa é a 13º aquisição desde o IPO, em fevereiro de 2020.

Atualmente, a base da Squid soma mais de 100 mil influenciadores e uma receita anual recorrente (ARR) que ultrapassa os R$ 100 milhões.

Após a aquisição, os sócios Carlos Tristan e Felipe Oliva permanecerão como executivos da empresa, bem como toda a equipe de especialistas da Squid.

Investindo pesado

Neste ano, a Locaweb fechou outros contratos importantes, como a compra da Octadesk, plataforma de gestão de conversas com foco na geração de leads, vendas e atendimento. O negócio foi fechado por R$ 102 milhões e faz parte da estratégia do grupo de ter um portfólio de ponta a ponta com soluções tecnológicas para PMEs – que é a estratégia onde a Squid também se encaixa.

Ainda com foco em ampliar o portfólio de serviços corporativos, a Locaweb também adquiriu a Bling, especializada em serviços de sistema integrado de gestão empresarial (ERP), por R$ 524,3 milhões.

Além disso, a empresa chegou a desembolsar R$ 52 milhões na compra de mais duas empresas: a Credisfera, fintech que oferece soluções de crédito para PMEs, e a plataforma de e-commerce Dooca.

Crédito da imagem principal: Locaweb/Divulgação

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