O Facebook colocou ao menos 986 grupos da plataforma em uma lista de “movimentos sociais militarizados” proibidos, segundo os documentos internos da empresa que foram publicados pelo The Intercept. Ao que tudo indica, há uma escala da organização de milícias na rede social.

Os ‘movimentos sociais militarizados’ são uma parte da lista que engloba “indivíduos e organizações perigosos” do Facebook. O termo se refere a grupos armados que promovem conflitos, assim como grupos que apoiam a violência ou saques em protestos.

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A lista do Facebook inclui bandas de supremacia branca, grupos de ódio como a Ku Klux Klan e ramos da Al Qaeda, assim como outras organizações terroristas globais. Sendo assim, todos estão proibidos de manter páginas, grupos ou perfis no serviço. 

Além disso, as categorias são classificadas em camadas. Ou seja, o nível 1 inclui grupos terroristas e de ódio, e os usuários do Facebook não possuem a permissão de expressar elogios ou apoio, enquanto o nível 2 inclui “atores não-estatais violentos” como rebeldes armados. Já o nível 3 não têm restrições comparáveis ​​sobre como os usuários os discutem.

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Em outubro de 2020, a empresa identificou 600 movimentos sociais militarizados e removeu cerca de 2.400 páginas e 14.200 grupos mantidos por eles. O Facebook informou que removeu 1.700 páginas e 5.600 grupos associados ao QAnon, que é o movimento social militarizado.

“Este é um espaço adversário, então tentamos ser o mais transparentes possível, ao mesmo tempo que priorizamos a segurança, limitando os riscos legais e evitando oportunidades para os grupos contornarem nossas regras”, concluiu o diretor de políticas de organizações perigosas e contraterrorismo, Brian Fishman.

Fonte: The Verge