Frances Haugen é uma ex-funcionária do Facebook que atuou como gerente de produtos de 2019 até maio deste ano e agora decidiu fazer graves revelações sobre a rede social, inclusive, levou suas denúncias ao Congresso dos Estados Unidos e à Comissão de Valores Mobiliários – órgão responsável por regulamentar mercados financeiros.

Em seu depoimento ao Congresso, Haugen disse que o Facebook está ganhando seus lucros com base nas segurança dos seus usuários. A denunciante ainda afirmou que “as escolhas feitas dentro do Facebook são desastrosas para nossos filhos, nossa segurança pública, nossa privacidade e nossa democracia” e ressaltou que a empresa deve ser cobrada sobre futuras mudanças.

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“As escolhas do Facebook são desastrosas para segurança pública e democracia”, diz ex-funcionária em audiência no Congresso dos EUA. Imagem: Reprodução/Redes Sociais

Haugen revelou sua identidade no programa 60 Minutes, no último domingo (3), e afirmou que o Facebook tinha conhecimento que seu algoritmo facilita a disseminação de fake news, mas preferia preservar os lucros ao invés da segurança.

Enquanto era anônima, a ex-funcionária forneceu documentos ao jornal The Wall Street Journal para divulgação que a rede social favorece celebridades em suas redes sociais, permitindo que as políticas de conteúdo não se aplicassem nesses perfis. Outra grande polêmica partindo da denunciante foi que a companhia sabe que o Instagram é prejudicial para saúde mental de adolescentes e nada fez para mudar isso.

Ainda no Congresso, a ex-funcionária do Facebook disse que a empresa oculta intencionalmente “informações vitais” do público e dos governos dos Estados Unidos e de todo o mundo.

“Os documentos que forneci ao Congresso provam que o Facebook repetidamente enganou o público sobre o que sua própria pesquisa revela sobre a segurança das crianças, a eficácia de seus sistemas de inteligência artificial e seu papel na disseminação de mensagens divisivas e extremas”, informou Haugen.

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O senador Richard Blumenthal, presidente do comitê que está ouvindo o depoimento de Haugen, afirmou que “o Facebook sabe que seus produtos podem ser viciantes e tóxicos para as crianças. Eles valorizam seu lucro mais do que a dor que causam às crianças e suas famílias”.

A ex-funcionária ainda pediu que o congresso exija transparência total do Facebook e apontou que a empresa quer que as pessoas acreditem que os problemas levantados pelas denúncias são impossíveis de serem solucionados.

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