Frances Haugen, ex-funcionária do Facebook responsável pelo vazamento de documentos internos da empresa para o The Wall Street Journal, que prestou depoimento na última terça-feira (5) no senado dos Estados Unidos também deve testemunhar no parlamento do Reino Unido no próximo dia 15 de outubro.

As principais acusações de Haugen são de que o Facebook prioriza o lucro no lugar da segurança dos usuários. Em suas palavras, a rede social “prejudica as crianças, alimenta a divisão e enfraquece nossa democracia”. A delatora revelou resultados de uma pesquisa interna da rede social que constatou que o Instagram é tóxico para adolescentes,

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“O que sua própria pesquisa revela sobre a segurança das crianças e a eficácia de seus sistemas de inteligência artificial como um papel na divulgação de mensagens divisivas e extremas”, disse. Haugen também destacou a necessidade de uma equipe maior na empresa para lidar com denúncias e investigações.

Frances Haugen
Frances Haugen (Imagem: Divulgação CBS)

Ex-funcionária do Facebook vai depor no Reino Unido

O depoimento no parlamento britânico será a primeira vez que a ex-funcionária de produtos vai falar publicamente sobre os vazamentos do Facebook fora dos Estados Unidos. O testemunho foi convocado como parte do Projeto de Lei de Segurança Online que está sendo desenvolvido pelos legisladores do Reino Unido.

Além disso, a Haugen também deve falar com o Conselho de Supervisão do Facebook. O órgão a parte foi criado pela empresa para supervisionar as atitudes da plataforma e revisar decisões de moderação.

“Os membros do conselho apreciam a oportunidade de discutir as experiências da Sra. Haugen e reunir informações que podem ajudar a promover maior transparência e responsabilidade do Facebook por meio de nossas decisões e recomendações de casos”, disse o conselho.

Haugen deixou o Facebook em abril, após o Facebook ter dissolvido sua equipe em dezembro de 2020. Os documentos vazados pelo Wall Street Journal revelam que o Facebook considera o Instagram uma plataforma tóxica para adolescentes. As reportagens ainda mostram que grupos de traficantes de drogas e pessoas usam métodos para burlar o algoritmo da rede social.

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