Depois de Minas Gerais (MG) e São Paulo (SP) – esta última, duas vezes -, uma nova tempestade de areia aterrorizou cidades, desta vez no estado do Mato Grosso do Sul (MS). Segundo especialistas ouvidos pelo jornal O Globo, o caso ocorreu após uma ventania anunciar a chegada de uma frente fria à região.

A situação foi registrada por diversos moradores, que informaram que a ventania que levantou a areia veio da região da Patagônia, no sul do Brasil; chegando ao centro-oeste junto de forte chuva. Segundo alguns relatos, além da capital Campo Grande, a tempestade também afetou as regiões de Corumbá e Dourado.

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É a segunda vez que o estado é atingido por algo do tipo: no dia 1º – mesmo dia em que uma tempestade de areia chegou à SP, o MS também viu seu céu da tarde escurecer por causa do fenômeno. Na ocasião, especialistas atribuíram isso à seca, mas parece não ser o caso desta vez.

A jornalista Claudia Gaigher, da TV Morena, afiliada à Rede Globo, postou um vídeo em sua conta oficial do Twitter, ressaltando na legenda que os vídeos chegavam a 94 quilômetros por hora (km/h). Alguns outros moradores relataram postes de rua com luzes acesas em torno de 15h – horário onde elas normalmente estão apagadas, já que o dia ainda está claro.

Segundo informações do Corpo de Bombeiros do Mato Grosso do Sul, até as 16h de hoje (15), foram registradas 60 árvores derrubadas pelos ventos fortes. “Por determinação do governador Reinaldo Azambuja, a Defesa Civil Estadual está fazendo monitoramento junto aos municípios para levantar os danos provocados por essa tempestade de areia que atingiu o Estado nesta sexta-feira provocando diversos transtornos”, destacou o coordenador da Defesa Civil Estadual, tenente-coronel Fábio Catarinelli, em comunicado publicado na página oficial do governo do estado.

A Defesa Civil do Estado do Mato Grosso do Sul disparou um alerta geral via SMS para os cidadãos cadastrados no serviço (pelo número 40199), pedindo que as pessoas evitassem áreas muito arborizadas caso estivessem na rua, e que permanecessem em casa ou sob abrigo caso assim já o estivessem.

Pelo mesmo número, o órgão prometeu novos alertas conforme a necessidade.

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