A tecnologia diz ser eterna, e isso pode também valer para a nossa presença no mundo virtual. O mesmo não se diz do mundo real, já que a nossa vida eventualmente acaba. Mas depois que morremos, o que acontece com nossos perfis nas redes sociais?

O UOL veiculou uma matéria que explica isso bem: praticamente todas as empresas de tecnologia cujo principal produto é uma rede social contam com algum recurso que, ao mesmo tempo, valorize a vida daquele usuário, mas também reconheça a sua partida. Conheça alguns deles a seguir:

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Imagem mostra um perfil do Facebook com os dizeres "Em Memória", mostrando função da rede social para cuidar de nossos perfis após morrermos
O Facebook conta com uma função que faz do seu perfil um memorial após a sua partida, além de permitir que você aponte alguém de confiança para determinar o que acontece com a sua conta (Imagem: Facebook/Divulgação)

As medidas tomadas pelas empresas são variadas, e envolvem desde a manutenção do perfil da pessoa falecida em um formato específico, até o contato entre empresas, funcionários da administração municipal e familiares a fim de garantir que a página mantida por ela seja respeitada de acordo com seus desejos – podendo ir desde a remoção de fotos até a exclusão total da conta.

Entretanto, há algumas diferenças específicas de cada produto.

O Instagram e o Facebook, por exemplo, constróem uma espécie de “memorial virtual”, onde os perfis online daqueles que se foram são mantidos nas plataformas, mas suas postagens são reduzidas em sua abrangência – convenhamos, não há porque manter o seu feed rodando com posts de uma pessoa falecida.

Quando se acessa a referida página, uma inscrição diz “Em Memória De” e o nome do dono do perfil, assim como se vê em lápides de sepulturas físicas em cemitérios.

Já o Twitter faz um trabalho um pouco mais extenso: a rede fundada por Jack Dorsey pode entrar em contato com as prefeituras – que normalmente detém poder de emissão e registros de certificados de óbito – ou familiares, no intuito de confirmar o falecimento da pessoa. Isso pode ser feito por um formulário específico, de forma pró ativa, também.

Após isso, a rede pede por uma comprovação de identidade – no passado, o Twitter já teve problemas de pessoas cujas contas foram denunciadas como “mortas”. Mediante a confirmação do falecimento, o perfil (ou perfis) online que a pessoa mantivesse na empresa podem ter suas mídias excluídas, postagens apagadas (porém a conta é mantida) – mediante pedido dos familiares; ou todo o perfil ser sumariamente excluído da plataforma.

Entretanto, se você não fizer nada, o Twitter também pode apagar a conta do usuário por inatividade, caso o perfil passe mais de seis meses sem nenhum tipo de atualização.

No caso do WhatsApp, não há nenhum tipo de memorial: como o aplicativo de mensagens protege os dados por criptografia de ponta a ponta, é impossível que familiares resgatem as informações do dono do perfil (exceto, claro, se eles tiverem o acesso ao aparelho e a senha, mas isso também seria possível com ele vivo).

Diante da inatividade – o WhatsApp avalia os casos individualmente -, a própria empresa elimina todos os dados.

Herdeiros digitais

Facebook e Google compartilham de uma função parecida, mas cada uma a seu jeito, que é a de apontar um “herdeiro”. A grosso modo, antes de morrermos, ambas as empresas nos permitem designar uma ou mais pessoas de confiança. O objetivo não é permitir a continuidade da conta, mas sim que os dados pertinentes a ela sejam baixados por essas pessoas.

Funciona assim: após um período de inatividade – variável entre três e 12 meses -, Google e Facebook tentarão contato com o proprietário dos perfis online. Diante desse insucesso, os “herdeiros” apontados serão procurados pelas empresas, que ressaltarão que foram instruídos desta forma pelo falecido quando este ainda era vivo.

Pró ativamente, o Google também permite que outras pessoas comuniquem o falecimento do dono de uma conta, por meio de um formulário específico e o envio do certificado de óbito da pessoa.

Já no caso da Apple, não existe meio termo: na ocasião da morte de um dono de uma conta no iCloud, a empresa revoga quaisquer direitos em relação ao perfil no serviço, sem possibilidade de transferência para outros titulares (um boato levantado há alguns anos e que já foi amplamente desmentido). O processo é o mesmo das anteriores: o envio da certidão de óbito e o cancelamento do perfil dentro de um prazo especificado pela Apple.

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