Infectados que sobrevivem à Covid-19 adquirem proteção contra a doença. No entanto, a duração e o grau dessa imunidade ainda é estudada e uma nova pesquisa indica que, quanto mais velha a pessoa for, mais anticorpos gera contra a doença.

Professores do Departamento de Química da Université de Montréal queriam entender qual processo levava a criação de anticorpos mais duradouros: a infecção ou a vacinação. A conclusão é de que aqueles que receberam a vacina Pfizer/BioNTech ou AstraZeneca tinham níveis de anticorpos significativamente mais elevados do que os indivíduos infectados.

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Anticorpos contra a Covid-19

No entanto, o grupo de 32 pessoas infectadas com Covid-19 e que não foram internadas pela doença chamou a atenção dos pesquisadores. “Todos os que foram infectados produziram anticorpos, mas as pessoas mais velhas produziram mais do que os adultos com menos de 50 anos de idade”, disse Jean-François Masson, um dos chefes da pesquisa.

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“Além disso, os anticorpos ainda estavam presentes em sua corrente sanguínea 16 semanas após o diagnóstico”, completou ainda. Os anticorpos produzidos após uma infecção pela cepa “nativa” original do vírus também foram eficazes contra as variantes Beta (África do Sul), Delta (Índia) e Gamma (Brasil), mas com uma redução entre 30% e 50%.

“Mas o resultado que mais nos surpreendeu foi que os anticorpos produzidos por indivíduos naturalmente infectados com 50 anos ou mais fornecem um maior grau de proteção do que adultos com menos de 50 anos”, explicou Joelle Pelletier, co-autor do estudo.

“Temos amostras de um indivíduo com menos de 49 anos cuja infecção não produziu anticorpos que inibem a interação spike-ACE-2, ao contrário da vacinação. Isso sugere que a vacinação aumenta a proteção contra o Delta variante entre pessoas previamente infectadas pela cepa nativa”, completou ainda.

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