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O governo de Singapura informou na segunda-feira (8) que não cobrirá mais os custos médicos de pessoas “não vacinadas por opção”, ou seja, que não quiseram se vacinar sem ter nada clinicamente que impedisse a imunização. Segundo informações do tabloide estadunidense Washington Post, essas pessoas constituem a maior parte dos novos casos de Covid-19 com necessidade de hospitalização no país.
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“Atualmente, as pessoas não vacinadas constituem uma maioria considerável daqueles que requerem cuidados intensivos de internação e contribuem de forma desproporcional para a pressão sobre os nossos recursos de saúde”, disse o Ministério da Saúde em um comunicado.
“Os pacientes da Covid-19 que não foram vacinados por opção ainda podem recorrer a acordos regulares de financiamento de assistência médica para pagar suas contas, quando aplicável”, acrescentou o ministério.

A pasta explicou ainda que continuará a cobrir os custos médicos relacionados para aqueles que são vacinados, “até que a situação da Covid-19 esteja mais estável”, bem como para aqueles ainda não elegíveis: crianças com 12 anos ou menos e pessoas com certas condições médicas. Pessoas parcialmente vacinadas estarão cobertas até 31 de dezembro.
“Os hospitais realmente preferem não ter que cobrar esses pacientes”, disse o ministro da Saúde, Ong Ye Kung. “Mas temos que enviar este importante sinal para exortar todos a se vacinarem, se você for elegível.”
De acordo com o Ministério da Saúde de Singapura, na primeira semana de novembro foram hospitalizadas 1.725 pessoas com Covid-19. Destas, 301 necessitaram de oxigênio, 62 estão sob acompanhamento rigoroso na unidade de terapia intensiva (UTI) e 67 estão gravemente enfermos e intubados. Isso colocou a taxa de uso de UTI em 68,5%.
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Um dos melhores sistemas de saúde do mundo
Um estudo realizado em 2017 e publicado no The Lancet revelou que Singapura ficou em primeiro lugar entre 188 países nos esforços para cumprir as metas de desenvolvimento sustentável relacionadas à saúde estabelecidas pela Organização das Nações Unidas (ONU) para 2030.
Na cultura do país, trabalhadores também são ensinados – e obrigados – a guardarem parte dos salários em contas poupança saúde.
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