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Já imaginou ganhar 11 mil euros (€, cerca de R$ 70 mil) só para dormir? As agências espaciais da Alemanha (DLR) e Europa (ESA) estão procurando cidadãos alemães – e somente os alemães – para um estudo conduzido em parceria com a agência espacial norte-americana, a Nasa:
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As agências não mencionaram quantas pessoas estão buscando, mas o estudo vai avaliar apenas homens, com idade entre 24 e 55 anos, não fumantes e com altura entre 1,53 m (metro) e 1,90 m e fluentes em alemão. Obrigatoriamente, todos com índice de massa corporal (IMC) entre 19 kg e 30 kg por metro quadrado (m²).
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O processo é relativamente simples: os candidatos vão deitar em uma cama com inclinação de seis graus em direção à cabeça por um período de 30 dias para descanso (59 dias ao todo). O sumário do estudo não detalha isso, mas dá a entender que envolverá mais de uma turma. O pagamento para os voluntários é parcelado.
O objetivo do estudo é determinar as consequências da permanência contínua em ambientes de microgravidade e como isso impacta o sono humano, mais ou menos como acontece na Estação Espacial Internacional (ISS).

Se isso tudo lhe soa familiar, é porque não é a primeira vez que a agência espacial faz isso: em 2017, a Nasa lançou um estudo chamado “VaPER” (“VIIP and Psychological :envihab Research”), que buscou estudar a pressão de fluidos sobre os nervos ópticos, com o mesmo processo de sono (a inclinação da cabeça faz os fluidos se acumularem pela região ocular).
A diferença é que essa primeira parte do estudo durou apenas duas semanas. Ao que tudo indica, nessa repetição da pesquisa, as agências querem estudar os efeitos a longo prazo.
“Os voos espaciais tripulados continuarão sendo importantes para o futuro, a fim de conseguirmos conduzir estudos de microgravidade, porém, devemos fazê-los da forma mais segura para os astronautas”, disse Hansjörg Dittus, membro da junta executiva do DLR.
“Este estudo de repouso oferece aos investigadores espaciais de toda a Europa e Estados Unidos a oportunidade de trabalharem juntos e adquirir, em conjunto, o máximo de conhecimento sobre a fisiologia humana que lhes seja possível”, adicionou.
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