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Depois de quase dois anos do início da pandemia da Covid-19, a ciência ainda não conseguiu entender a ação do vírus no organismo e segue em busca de novos tratamentos. Agora, a evidência mais recente chegou por meio de um estudo conduzido pelos Institutos Nacionais de Saúde (NIH) dos Estados Unidos.
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Através da autópsia pulmonar e da análise de amostras de plasma de pessoas que morreram por conta Covid-19, eles descobriram tendências que podem ajudar a desenvolver novos tratamentos e entender melhor quais terapias são indicadas em cada fase da doença.

“Essas intervenções podem reduzir o número de pacientes gravemente enfermos que requerem cuidados intensivos e ventilação mecânica, bem como limitar o número de indivíduos que apresentam comprometimento da função pulmonar a longo prazo”, pontuaram os pesquisadores.
Nesse processo, a equipe analisou amostras de pulmão de 18 cadáveres e também amostras de plasma de seis desses casos. Ademais, o estudo incluiu pacientes que apresentavam pelo menos uma condição de alto risco e que morreram entre março e julho de 2020.
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As descobertas incluem detalhes sobre como a Covid-19 se espalha nos pulmões, manipulando o sistema imunológico, causando trombose generalizada e ainda tendo como alvo as vias de sinalização, as quais promovem insuficiência pulmonar, fibrose e comprometem reparação de tecidos. Todos os casos mostraram resultados consistentes com dano alveolar difuso, que é responsável por impedir o fluxo adequado de oxigênio para o sangue.
Além disso, eles descobriram que o SARS-CoV-2 infectou diretamente as células epiteliais basais dos pulmões, e assim, impediu sua função de reparar as vias aéreas. Vale lembrar que o processo é diferente da forma como os vírus da gripe atacam as células dos pulmões.

Segundo a equipe, esses dados fornecem pistas para o uso de diferentes intervenções terapêuticas, que são indicadas para os diversos estágios de progressão da doença, como para o desenvolvimento de marcadores relevantes. A compreensão é importante para o tratamento de pacientes de alto risco, idosos e pessoas com obesidade ou diabetes, por exemplo.
“Devido à complexidade da patologia da Covid-19, o tratamento combinado com drogas antivirais de ação direta, como remdesivir, e terapêuticas que modulam as respostas imunes prejudiciais do hospedeiro são provavelmente necessárias”, concluíram os autores.
Fonte: O Globo