Seguindo em direção ao fim dos carros movidos a motor de combustão interna, o governo da Inglaterra vai exigir que, já em 2022, novos prédios tenham carregadores para veículos elétricos instalados. A obrigatoriedade abrange desde casas e construções residenciais a edifícios não residenciais, como supermercados e locais de trabalho.

Propriedades substancialmente reformadas com mais de 10 vagas de estacionamento também estarão inseridas nas novas exigências da legislação britânica. A novidade ocorre em paralelo às pretensões do Reino Unido junto à oferta de mais carros elétricos, com as novas vendas de carros a gasolina e diesel proibidas a partir de 2030.

publicidade

Caberá ao primeiro-ministro Boris Johnson delinear uma adição aos regulamentos locais de construção. O governo disse que esta obrigatoriedade proporcionará 145 mil pontos de carregamento de EVs instalados em todo o país a cada ano. “Temos que adaptar nossa economia à revolução industrial verde”, afirmou o primeiro-ministro ao anunciar as novas exigências na conferência da Confederação da Indústria Britânica nesta segunda-feira (22/11).

Em 1º de julho deste ano, havia 24.374 carregadores disponíveis ao público no Reino Unido, de acordo com dados do Departamento de Transporte. Recentemente, subsídios de até £ 350 (R$ 2.619, aproximadamente) foram emitidos pelo governo para residências privadas, para instalação de mais 200 mil dispositivos de carregamento.

Conforme traz o governo local, “com a maior parte do carregamento acontecendo em casa, isso significa que as pessoas podem comprar novas propriedades já prontas para um futuro veículo elétrico, garantindo que os pontos de carregamento estejam prontamente disponíveis em novas lojas e locais de trabalho em todo o Reino Unido – tornando-se tão fácil quanto reabastecer uma gasolina ou carro a diesel hoje”.

Dificuldades no caminho da eletrificação

O Labour Party (Partido Trabalhista do Reino Unido) aponta que o anúncio não aborda a “terrível” divisão geográfica em pontos de recarga disponíveis. Além disso, o partido afirma que “nem há ajuda para que as famílias de baixa e média renda possam pagar veículos elétricos, nem há investimento necessário para construção das gigafábricas que precisamos”.

Vários grandes fabricantes de automóveis, como a Jaguar e a Volvo, buscam os 100% de eletrificação a partir de 2025 e 2030. Já a Ford disse que todos os seus veículos vendidos na Europa serão elétricos até 2030. No entanto, quatro das maiores montadoras do mundo (Volkswagen, Toyota, Renault-Nissan e Hyundai-Kia) não assinaram uma promessa da cúpula da COP26 de vender apenas carros com emissões zero e vans até 2035.

Leia mais:

Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal.

Imagem: andreas160578/Pixabay/CC